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"Ruídos sobre juros não forçaram minha saída", diz Ilan

O diretor demissionário do Banco Central Ilan Goldfajn, afirmou que sua saída da diretoria de Política Econômica não tem nenhuma relação com as últimas discussões públicas sobre a taxa de juros no País. "Minha saída é um pedido pessoal para que eu possa retomar minhas atividades privadas. Sinto que contribuí para o BC e o Brasil e vou continuar contribuindo, ao longo de maio de junho. Os ruídos não têm nada a ver com minha saída." Goldfajn disse que tem "profunda admiração" pela política do governo Lula, pela política econômica do ministro da Fazenda, Antonio Palocci e respeito pelo presidente do BC, Henrique Meirelles. "Acredito que estamos no caminho certo. Está claro que a confiança foi retomada e estamos construindo as bases para um crescimento sustentado e uma inflação baixa." Na avaliação de Goldfajn, as discussões sobre a política de juros no País são "uma manifestação democrática". Segundo ele, "faz parte do trabalho de qualquer diretor de Banco Central lidar com elas (as discussões)." "Isso são ossos do ofício", disse. "Estamos seguindo à risca o cronograma que definimos e espero que minha saída e o convite feito aos futuros novos diretores não sejam confundidos com questões momentâneas de curto prazo".?Junho é período bom para passar informações ao novo diretor?Ilan Goldfajn lembrou que discussão sobre juros não existe apenas no Brasil, citando, como exemplo, discussões semelhantes que acontecem na Alemanha atualmente. Na avaliação de Goldfajn, a transição na diretoria de Política Econômica em junho, "é boa", já que é um período de grande atividade na diretoria, com a produção, por exemplo, do relatório de inflação, o que permite um maior repasse de informações para o novo diretor.Críticas do vice-presidenteIlan disse que as críticas feitas pelo vice-presidente da República, José Alencar, sobre a política de juros do País também não têm relação com sua saída. "Não tenho nenhum problema de relacionamento com o vice-presidente, não tenho relacionamento pessoal, mas respeito muito Alencar", disse Goldfajn. O presidente do BC, Henrique Meirelles, que também participou da entrevista, disse ver com "serenidade e tranquilidade" a posição defendida pelo vice-presidente e salientou que, se for feita uma leitura "cuidadosa" da fala de Alencar, se percebe que o vice-presidente está fazendo "um apelo para que se trabalhe na redução dos juros no longo prazo". Meirelles disse ainda que o que define a competência do BC é o controle da inflação e que não existe nenhuma divisão na equipe econômica a respeito da política de juros. "Há um debate na sociedade, que me parece normal e saudável." O presidente do BC afirmou também que a saída de Goldfajn não interferirá na credibilidade do Copom. Goldfajn ainda participa da próxima reunião do Copom, em junho.Para ler mais sobre as mudanças na diretoria do BC:» Ilan Goldfajn deixa o Banco Central e será substituído por Afonso Bevilacqua » Meirelles conta que pediu a Ilan para ficar durante a transição » Meirelles explica que não há decisão sobre redução do compulsório » Não foram os "ruídos" sobre juros que provocaram a saída, diz Ilan » Em artigos, Eduardo Loyo prega combate rígido à inflação » Como foi a estratégia do governo para a saída de Ilan do BC » Lula, Alencar e Dirceu não comentam » Saída de Ilan não provoca reflexos no mercado, diz Ciro Gomes

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