Rumo estuda operar concessões ferroviárias

A Rumo Logística, braço logístico do grupo Cosan, deve diversificar suas operações aproveitando as oportunidades criadas pelo pacote para ferrovias anunciado recentemente pelo governo, afirmou o presidente da empresa, Julio Fontana.

EDUARDO MAGOSSI, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2012 | 03h09

Segundo o executivo, a Rumo atualmente transporta apenas açúcar, mas estuda ampliar o leque de produtos transportados, agregando também commodities não agrícolas.

O açúcar transportado pela empresa utiliza a infraestrutura de ferrovias da ALL, ligando o interior de São Paulo até os portos. A Rumo possui infraestrutura portuária para armazenagem e elevação de açúcar em Santos.

O transporte de outras commodities se daria através de uma operação fora do acordo com a ALL, disse Fontana. "Uma das alternativas seria a Rumo operar sua própria concessão ferroviária", explica o presidente da empresa, lembrando que a Rumo ainda precisa analisar o detalhamento do pacote ferroviário para tomar decisões, o que é esperado para os próximos 6 meses.

Uma coisa é certa para o executivo, contudo: o transporte de novas commodities virá junto com investimentos em novas operações portuárias. "Não adianta investirmos em vagões e linhas férreas de ponta se não tivermos uma boa solução portuária. Estamos olhando tudo", disse.

Na safra 2012/13, a Rumo Logística deverá transportar cerca de 6,5 milhões de toneladas de açúcar. Durante a entressafra, que começa em dezembro, a infraestrutura portuária da Rumo é utilizada para embarcar grãos para os navios. "Neste ano, iremos embarcar 1,5 milhão de toneladas de grãos, aumentando a eficiência de nossas instalações", disse.

Em 2012, a capacidade de armazenagem da Rumo no Porto de Santos subiu de 25 mil para 100 mil toneladas. "Temos armazenagem, temos 750 vagões, locomotivas. É natural que busquemos ampliar o leque de produtos transportados, sempre vinculados à nova infraestrutura portuária", disse Fontana.

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