Rumores impulsionam ações do Unibanco

As ações do Unibanco voltaram a disparar ontem, mais uma vez por causa de rumores de que a instituição estaria para fechar uma compra, usando suas ações como pagamento. Desta vez, além das operações do BBV Banco no Brasil, as do ABN Amro Bank também foram cogitadas como possíveis alvos. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), os papéis preferenciais (PN, sem direiro a voto) do banco subiram 7,14%, enquanto as Units - que reúnem uma ação PN do Unibanco e uma PNB da Unibanco Holdings - fecharam em alta de 10,43%. Em Nova York, os American Depositary Receipts (ADRs) - recibos lastreados em ações - da instituição registraram ganho de 7,3%. O presidente de Varejo do Unibanco, Joaquim Francisco Castro Neto, informou que a instituição não está negociando nem com o BBV nem com o ABN. O BBV, por meio de sua Assessoria de Imprensa, negou que haja alguma negociação em curso. O ABN Amro, por sua vez, informou que não comenta rumores. Com uma dessas aquisições, o Unibanco, que tem R$ 58,974 bilhões de ativos, seria novamente o terceiro maior banco privado do País, superando o Santander, com R$ 63,706 bilhões. Bradesco e Itaú lideram o ranking. Alguns analistas entendem que, para o BBV, poderia ser interessante sair do Brasil para reduzir a exposição na América Latina, uma vez que o seu controlador, o espanhol BBVA, vai sofrer perdas expressivas na Argentina. O BBV tem R$ 12,606 bilhões de ativos. No caso do ABN Amro, com R$ 33,246 bilhões de ativos, a venda faria sentido porque o banco holandês tem se desfeito de suas operações de varejo em alguns países, como Chile, Argentina e Venezuela.

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