Ruralista vê avanço em proposta do governo sobre dívida

O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Ônix Lorenzoni (DEM-RS), avaliou hoje que houve um avanço por parte do governo na proposta de renegociação das dívidas do setor rural. Ele disse, no entanto, que a proposta precisa ser flexibilizada e pediu para que até a conclusão da negociação, na segunda-feira, os produtores e seus representantes continuem mobilizados. Um grupo de cerca de 250 presidentes de sindicatos e federações de agricultura estão desde a noite de segunda-feira em Brasília esperando a proposta do governo para a renegociação.Na manhã de hoje, parlamentares do Mato Grosso se reuniram com representantes dos produtores do Estado. O grupo pede a renegociação das dívidas de custeio e de investimento que foram contratadas nos últimos anos. Essas dívidas somam cerca de R$ 1,5 bilhão e não estão contempladas na proposta que foi apresentada ontem pelo governo. A decisão da bancada foi pedir para que os produtores do MT pressionem as lideranças partidárias para que esse bloco de dívidas seja incluído no pacote.Segundo o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), um dos pedidos dos produtores é para que haja uma redução da taxa dos financiamentos de investimento. O deputado disse que esses empréstimos são feitos com taxas que chegam a 13,95% ao ano e o pedido é para que os juros caiam para 6,75% ao ano, encargo dos empréstimos do crédito rural. Ele estimou que R$ 37 bilhões estejam comprometidos com dívidas de investimento. O deputado também defendeu a redução das taxas dos empréstimos de custeio que foram contratados com juro de 8,75% ao ano para 6,75% ao ano.Na reunião de ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo está "aberto à negociação e que há disposição para conversar para melhorar a proposta", contaram parlamentares que participaram do encontro. O ministro também disse, segundo essas fontes, que o governo quer resolver logo a questão do endividamento rural. O presidente da comissão disse ainda que a proposta do governo está sendo avaliada pela área técnica da comissão de agricultura, que deve fazer a análise até amanhã.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.