Russa VSMPO diz que Airbus verá multas se rescindir contrato de titânio

A VSMPO-Avisma, a maior produtora de titânio do mundo, alertou a Airbus nesta sexta-feira de que ela será forçada a pagar multas caso rescinda um contrato de 4 bilhões de dólares com sua fornecedora russa.

Reuters

23 de maio de 2014 | 13h01

A VSMPO é controlada pelo conglomerado estatal russo de defesa Rostec, cujo presidente-executivo, Sergei Chemezov, foi alvo de sanções do Ocidente no final de abril pelo papel da Rússia na crise na Ucrânia.

"Os contratos permanecem válidos e não podem ser cancelados sem motivo. Do contrário, multas são aplicadas", disse o presidente-executivo e co-proprietário da VSMPO, Mikhail Voevodin, em uma entrevista à Reuters.

"Foi assinado um contrato até 2020 conosco. E é difícil presumir que a maior fabricante europeia de aviões negligenciaria os termos da parceria existente".

Ele não quis comentar sobre o tamanho das possíveis multas.

O vice-presidente operacional da Airbus, Guenther Butschek, disse neste mês que não existem impactos no curto prazo decorrentes da crise na Ucrânia, mas que a empresa está buscando assegurar estoques de titânio, que é usado em seu jato A350.

O Ocidente tem ameaçado endurecer as sanções caso a Rússia intensifique dramaticamente a agressão contra a Ucrânia ao reconhecer os referendos separatistas que foram realizados no leste ucraniano no começo deste mês.

(Por Natalia Shurmina)

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