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Rússia aumenta resgate aos bancos

A Rússia teve pressa em completar um resgate aos bancos antes do feriado do Ano Novo, injetando mais de US$ 700 milhões no OAO Gazprombank, o terceiro maior banco do país. A medida, confirmada pela instituição financeira nessa quarta-feira, é o mais recente esforço do governo de Moscou para escorar seu setor bancário, prejudicado pela desvalorização de mais de 40% do rublo em 2014 e pelos sinais de recessão da economia.

Estadão Conteúdo

01 de janeiro de 2015 | 14h21

O Gazprombank informou que o governo gastou US$ 708 milhões de seu Fundo Nacional de Assistência Social para comprar ações preferenciais, após o banco realizar um depósito subordinado no mesmo montante para o fundo. "A conversação permite que o banco fortaleça sua estrutura de capital e fornece uma margem de manobra suficiente para expandir suas operações", afirmou o banco em comunicado.

A Rússia aumentou o apoio estatal aos bancos devido à desaceleração de sua economia e às sanções impostas pelos países ocidentais, que limitaram seriamente os empréstimos internacionais.

Os bancos russos aumentaram significativamente os empréstimos para as empresas nacionais em 2014, substituindo os bancos ocidentais que não estão emprestando devido às sanções. À medida que o volume de crédito cresceu, os bancos precisavam de mais dinheiro para manter os níveis de adequação de capital, sendo obrigados a pedir recursos para o governo, já que são incapazes de contrais empréstimos nos mercados internacionais.

Controlado pelo governo russo, o VTB Bank, o segundo maior banco do país, informou na última terça-feira que recebeu uma injeção de capital de 100 bilhões de rublos do Fundo Nacional de Previdência e que espera um aporte de mais de 150 bilhões de rublos ainda no primeiro trimestre de 2015. Também na semana passada, o governo triplicou o tamanho de sua ajuda para o National Bank Trust para 127 bilhões de rublos depois que o banco foi fortemente afetado pelo colapso do rublo.

Os Estados Unidos e União Europeia impuseram sanções à Rússia depois que o país anexou a região da Crimeia e apoiou os militantes no leste da Ucrânia. Além das sanções, a economia russa também sofreu com a queda dos preços do petróleo, sua principal fonte de receita em dólar.

O rublo, que no início de 2014 era negociado em torno de 32 por dólar, mergulhou em meados de dezembro, chegando a 80/US$ em meio a fortes oscilações, que levaram os russos a correr em busca de trocas por dólares e euros. O rublo se estabilizou um pouco desde então e nessa quarta-feira era negociado a 56 por dólar.

A agência de classificação Standard & Poors anunciou que poderia rebaixar o rating soberano da Rússia no início deste ano, citando "uma rápida deterioração da flexibilidade monetária da Rússia e o impacto do enfraquecimento da economia no seu sistema financeiro". Autoridades russas dizem que esperam um crescimento da economia de 0,6% em 2014, seguido por uma contração de cerca de 4% em 2015. Fonte: Dow Jones Newswires.

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