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Rússia desqualifica candidato francês à direção do FMI

Para representante do país, Dominique Strauss-Khan não tem "qualificações técnicas necessárias"

Efe

25 de agosto de 2007 | 15h29

 O ex-ministro da Economia da França e candidato ao cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan, não é suficientemente qualificado para a função, segundo o representante russo no organismo, Aleksei Mojin.   O economista russo declarou ao jornal inglês Financial Times que Strauss-Khan, há anos no posto de diretor-executivo do FMI, não tem as "qualificações técnicas necessárias" para gerenciar o Fundo.   A Rússia apresentou esta semana a candidatura do ex-primeiro-ministro da República Tcheca Josef Tosovsky. Mas até o Governo tcheco e os outros países europeus apóiam o candidato Francês.   No entanto, Mojin declarou que o candidato russo tem grandes chances de conseguir a aprovação do conselho diretor do FMI, quando os dois candidatos serão submetidos a votação no próximo mês.   Mojin classifica o processo de seleção de candidatos como "muito deficiente" e expressa a opinião do Governo russo de que o FMI passa atualmente por "uma crise aguda de legitimidade".   "Se queremos fazer com que o FMI seja relevante para as necessidades dos países em desenvolvimento, precisamos escolher o melhor candidato", afirma o russo. Para ele, Strauss-Khan é um "político de carreira" que não reúne os requisitos necessários.   Mojin diz que a Rússia decidiu propor a candidatura de Tosovsky após chegar à conclusão de que não haveria nenhum candidato alternativo. Ele afirma que seu país tinha garantido o apoio de outros membros do conselho diretor ao tcheco, sem dizer quais.   Em declarações ao Financial Times no mês passado, Strauss-Khan disse que o estreitamento do abismo existente entre os países ricos e pobres seria uma tarefa tão prioritária quanto ajudar a resolver os desequilíbrios financeiros do mundo.   Os Estados Unidos e a União Eurpéia (UE) têm 49,85% dos votos do conselho de direção do FMI. O atual diretor-geral do FMI é o espanhol Rodrigo de Rato.

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