Rússia faz trigo subir 3,45% em Chicago

As cotações do trigo fecharam ontem com forte alta na Bolsa de Chicago diante das especulações de que a estiagem prolongada na Rússia afetaria as exportações de grãos do país, o que beneficiaria as vendas dos Estados Unidos. O contrato com vencimento em setembro chegou a ser negociado no maior preço em 13 meses (US$ 6,1875) e fechou um pouco abaixo desse nível, em US$ 6,1550 por bushel, alta de 3,45%. A expectativa de operadores é a de que o governo russo decidirá restringir as vendas externas de grãos para proteger o mercado doméstico.

Análise: Ana Conceição, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2010 | 00h00

A valorização do cereal influenciou outros mercados de grãos em Chicago. O contrato para setembro do milho subiu 3,6%, para US$ 3,7625 por bushel. Se a Rússia reduzir as exportações de trigo, especialmente daquele usado pelo setor de ração, haverá mais espaço para as vendas norte-americanas de milho na Europa, onde ambos disputam mercados. E os Estados Unidos deverão ter muito grão para exportar nos próximos meses, já que o clima tem sido ideal para a safra nova.

No mercado de soja, as cotações fecharam no nível mais alto em uma semana. Especuladores aproveitaram o momento e embutiram um prêmio maior no preço da oleaginosa antes de as lavouras nos EUA se aproximarem do período mais crítico de desenvolvimento, em agosto. O contrato com vencimento em novembro subiu 1,3%, a US$ 9,78 bushel.

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