Rússia pode ser alternativa para indústria de cosméticos

As indústrias de cosméticos do Brasil podem redirecionar suas exportações para a Rússia. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Cosmética e Perfumaria (Abihpec), João Carlos Basilio da Silva, o mercado russo pode ser visto como oportunidade de negócios, dada a redução nas exportações para a Argentina. A declaração foi dada no momento em que o presidente Fernando Henrique Cardoso comanda uma missão na Rússia para rodada de negócios e seminário sobre a economia brasileira. Basílio da Silva informou que a Argentina representava 29,2% do total de exportações brasileiras de cosméticos em 2000. A participação argentina caiu para 25% em 2001 e deve se reduzir para o intervalo entre 15% e 20% em 2002. Até agora, o Brasil vinha substituindo a queda da participação das exportações para a Argentina com aumento de vendas para outros mercados da América Latina, como Paraguai, Chile e Bolívia. "Há uma tendência de abertura de leque nas exportações", observa o presidente da Abihpec. O empresário considerou 2001 como um "ano bom" apesar da retração da economia mundial. Segundo ele, havia uma expectativa de elevação no faturamento entre 15% e 18% e o crescimento nas receitas acabou sendo de 11% no ano passado. Basilio observa que as vendas poderiam ter "sido melhores" caso não houvesse ocorrido aumento nos impostos. Ele diz que em março de 2001 a alíquota do PIS/Cofins incidente sobre a indústria foi elevada de 3,65% para 12,5% e retirada a incidência sobre o atacado e varejo. Isso fez com que as pequenas empresas industriais de cosméticos "subsidiassem" grandes redes comerciais, o que deveria ser analisado em uma reforma tributária, afirma o empresário.

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