Rússia quer reunião no sábado para discutir crise do gás

Encontro proposto por Medvedev teria a participação de todos os países europeus que importam gás russo

Ana Conceição e Suzi Katzumata, da Agência Estado,

14 de janeiro de 2009 | 14h38

O presidente russo, Dmitry Medvedev, propôs que uma reunião seja realizada neste sábado, 17, em Moscou, para discutir as divergências entre Rússia e Ucrânia em torno do fornecimento de gás para a Europa, informa a agência Interfax.   O encontro teria a participação de todos os países europeus que importam gás da Rússia. Vários deles não recebem o combustível há mais de uma semana.   A República Checa, que exerce a presidência rotativa da União Europeia (UE), ainda não respondeu ao pedido da Rússia, disse um porta-voz. Ele não disse quando a presidência da UE será capaz de responder ao pedido do presidente russo.   Um porta-voz do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que ele falou com Medvedev sobre o encontro por telefone, mas que também evitou dar uma resposta por enquanto. "Mais detalhes são necessários sobre o possível formato" e a comissão "deve se coordenar com a presidência checa e nossos parceiros europeus para tomar uma posição", disse o porta-voz da Comissão Europeia, Johannes Laitenberger.   Nesta quarta, Medvedev afirmou que a estatal russa OAO Gazprom acumula perdas de US$ 1,1 bilhão na receita com as exportações de gás para a Europa desde 1º de janeiro, por causa da disputa com a Ucrânia. "Nosso país não pode perder tal soma de dinheiro", disse Medvedev durante uma reunião com o presidente da Gazprom, Alexei Miller.   A crise do gás continua. Após prometerem restabelecer o fornecimento para a Europa, Ucrânia e Rússia voltaram a acusar-se mutuamente pela interrupção no trânsito do combustível. Nesta quarta-feira, a Comissão Europeia disse que não há gás fluindo dos gasodutos ucranianos para a Europa e que a disputa mostra que os dois países são incapazes de cumprir seus compromissos.   Enquanto isso, o presidente da Ucrânia chegava à Polônia para conversas com sua contraparte Lech Kaczynski, aliado de Kiev na disputa com Moscou. A crise do gás estará entre os pontos de discussão, além da tentativa da Ucrânia de tornar-se membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

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