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Rússia rebaixa projeção de crescimento econômico

O Ministério da Economia da Rússia rebaixou sua expectativa de crescimento para o período até 2030 para a média anual de 2,5% e advertiu que a era de expansão liderada pelo petróleo está acabada. Desde que voltou à presidência da Rússia, em 2012, Vladimir Putin tem pedido um crescimento anual de 5% para a Rússia caminhar na direção de se equiparar às economias mais desenvolvidas.

AE, Agencia Estado

07 de novembro de 2013 | 15h17

O ministro da Economia, Alexei Ulyukaiev, disse nesta quinta-feira que será difícil cumprir as promessas de gastos e investimentos feitas por Putin durante a campanha eleitoral. Segundo ele, os salários e pensões vão crescer mais lentamente, o que deverá prejudicar os gastos dos consumidores.

Segundo o analista Boris Makarenko, do Centro para Tecnologias Políticas, "as pessoas aprenderam depois da crise que a pizza que está sendo entregue não está crescendo como até 2008, mas elas não têm certeza se a pizza tem apenas menos recheio ou está realmente encolhendo. A discrepância entre as expectativas, que ainda são altas, e o que o governo está entregando pode se manifestar em uma queda de popularidade do regime e de seu líder".

Embora a insatisfação esteja crescendo, as taxas de popularidade de Putin ainda são elevadas, de acordo com as pesquisas de opinião. "O que uma taxa de crescimento de 2,5% nos diz é que Putin teria dificuldades para se reeleger em 2018 e, por isso, o governo terá de fazer mudanças", disse Charles Robertson, economista-chefe da Renaissance Capital. Ele ressalvou que acredita que a nova projeção do Ministério da Economia é pessimista demais.

Para alguns observadores, a projeção pessimista apresentada pelo ministro Ulyukayev pode ser uma tentativa de pressionar o governo a adotar medidas mais agressivas de abertura da economia. Em março, o governo russo previa uma taxa anual média de crescimento do PIB de 4% até 2030. Desde então, o crescimento se desacelerou e o governo reduziu sua previsão de crescimento em 2013 para 1,8%. Os motivos seriam a baixa demanda por commodities, as saídas de capital, que poderão chegar a US$ 70 bilhões neste ano, e a debilidade dos investimentos.

"Os fatores por trás do crescimento econômico forte nos anos pré-crise até 2008 se exauriram", disse o ministro, na primeira admissão oficial de que teria se esgotado o modelo que permitiu à Rússia saltar da posição de vigésima economia do mundo em 1999 para a de quinta colocada no ranking.

Com a redução na receita, o governo recorreu a cortes de gastos e a fundos de reserva para financiar investimentos em infraestrutura. O Banco Central da Rússia resistiu às pressões para que reduzisse as taxas de juro, argumentando que isso não levaria a uma retomada do crescimento, por haver pouca capacidade ociosa na economia.

O primeiro-ministro Dmitry Medvedev, que ocupou a presidência entre 2008 e 2012, já fez vários pedidos pela modernização da economia russa, por meio da redução de sua dependência das receitas com petróleo e gás e com reformas que melhorem o clima para investimentos.

Um plano de 2012, de levantar bilhões de dólares com a venda da participação do Estado em várias companhias, ficou parado por causa da oposição de setores do governo e de condições ruins no mercado. Ao invés disso, o Estado expandiu sua participação no setor de energia. "A presença maior do governo em setores chaves, como o bancário e o de energia, restringiu o investimento privado e a concorrência", disse o FMI em relatório divulgado em outubro.

Para Alexander Morozov, economista-chefe do HSBC para a Rússia, "o cenário do Ministério da Economia efetivamente põe em destaque a necessidade de melhoras amplas e de grande escala nas condições para negócios e no clima para investimentos na Rússia, sem os quais o país perderá importância na economia e no comércio globais ao longo do tempo". Fonte: Dow Jones Newswires.

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