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Rússia sai da recessão, mas crise continua, diz ministro

A Rússia indicou nesta segunda-feira que sua economia está saindo da recessão, mas alertou que a recuperação será precária, com a pior crise financeira do país em mais de uma década ainda longe de acabar. "Nós podemos dizer com algum grau de certeza que, como um todo, o declínio econômico acabou já em junho, mas com mais certeza em julho, e estamos entrando em uma fase de recuperação como previmos", disse o vice-ministro da Economia Andrei Klepach à agência Interfax. "Mas, embora o declínio esteja no fim, ou então, como dizem no Ocidente, a recessão tenha acabado, a crise ainda não está totalmente superada", ele acrescentou.

ANDRÉ LACHINI, Agencia Estado

24 de agosto de 2009 | 19h27

A economia da Rússia começou a se contrair no ano passado, quando os preços das commodities desabaram, os investidores estrangeiros retiraram o capital e os empresários locais perderam acesso ao crédito. O Produto Interno Bruto (PIB) recuou 10,2% a uma taxa anualizada nos primeiros sete meses de 2009. Mas Klepach apontou uma expansão de 0,5% após ajustes para fatores sazonais em julho, quando o investimento cresceu pela primeira vez desde o início da crise.

Os comentários de Klepach coincidem como os dados da França, Alemanha e Japão. Os três países disseram na semana passada que suas economias começaram a sair da recessão. Mas o vice-ministro alertou que não haverá uma recuperação rápida ao crescimento de 5% ou mais que a Rússia registrou a cada ano, entre 2003 e 2008. "A recuperação ainda não é robusta, nem intensa", disse Klepach, acrescentando que a prolongada retração na indústria automotiva e um acidente fatal que aconteceu na semana passada na maior hidrelétrica do país, na Sibéria, poderão prejudicar o crescimento econômico em setembro.

A economia da Rússia tem dado sinais de que está reagindo, com a produção industrial crescendo 4,5% em junho e 4,7% em julho, à medida que a demanda mundial por metais e energia cresceu e as encomendas à indústria se estabilizaram. Mas, com o desemprego acima de 8% da força de trabalho, a renda em queda e o crédito bancário escasso, os consumidores ainda sentem os efeitos da recessão. "A situação é pior para as indústrias domésticas, com um declínio constante nas vendas do varejo, mas isso já era esperado - uma recuperação no consumo deverá acontecer no final deste ano", disse o Goldman Sachs em relatório nesta segunda-feira. As informações são da Dow Jones.

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