Rússia suspeita de ractopamina em carne suína da BRF, diz agência

O órgão de vigilância sanitária da Rússia Rosselkhoznadzor suspeita que o Brasil está ofertando carne suína produzida com o uso do estimulante de crescimento ractopamina, informou a agência de notícias Interfax nesta segunda-feira.

REUTERS

09 de junho de 2014 | 11h45

"Suspeitamos que o Brasil mais uma vez começou a enviar carne suína com ractopamina. As primeiras amostras deram resultados positivas e nós as enviamos agora para novos testes", disse o diretor do Rosselkhoznadzor, Sergei Dankvert, à Interfax.

Dois abatedouros da BRF, registros SIF 1001 e 3681, são suspeitos de infringir os padrões veterinários russos, disse ele.

O órgão estatal já havia decidido restringir importações da unidade 1001, em Rio Verde (GO), a partir de 18 de junho devido à descoberta de e-coli, disse a Interfax.

O Rosselkhoznadzor já havia proibido as importações do Brasil devido ao uso de ractopamina.

No entanto, o bloqueio foi retirado após exportadores brasileiros adaptarem-se aos padrões russos. "Mas se o envio aumentar, nós começaremos a suspeitar que isso pode significar um atendimento inadequado das regras", disse a autoridade. "Parece que já aconteceu", acrescentou.

Se a presença de ractopamina for confirmada, "as restrições às importações podem ser de grande escala, até proibir a originação em determinado Estado", afirmou Dankvert à agência de notícias russa.

Procurada pela Reuters, a BRF não comentou o assunto imediatamente.

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