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Rússia suspende a importação de tripas de frigoríficos brasileiros

Motivo foi a presença de resíduos de ractopamina, indutor de crescimento usado na ração dos animais

Venílson Ferreira,

25 de abril de 2013 | 19h04

BRASÍLIA - O serviço de Defesa Agropecuária da Rússia, o Rosselkhoznadzor, suspendeu a a importação de tripas produzidas por alguns frigoríficos brasileiros devido à presença de resíduos de ractopamina, um indutor de crescimento utilizado na ração dos animais.

O Rosselkhoznadzor informou ter detectado a presença de resíduos em intestino (tripa) do frigorífico JBS, de Goiânia, e em carnes bovinas dos frigoríficos Friboi, em Ituiutaba (MG), Minerva, de Barretos (SP) e do JBS de Campo Grande (MS).

Os frigoríficos a partir de agora estão sobre controle laboratorial rígido, informou a autoridade russa.

O Rosselkhoznadzor afirmou que o secretário brasileiro de Defesa Agropecuária, Enio Marques, garantiu que a partir de dezembro do ano passado seriam adotadas medidas para atender aos requisitos do mercado russo, incluindo a restrição à ractopamina.

Os russos lembram que a Defesa Agropecuária assegurou que ractopamina utilizada na alimentação do rebanho bovino é proibida no Brasil.

 

Embora a nota divulgada pelo Rosselkhoznadzor cite apenas o controle rígido aos produtos dos quatro frigoríficos citados, no site da instituição consta que o embargo se estende a outras empresas.

A informação é de que está suspensa temporariamente as importações dos frigoríficos BFR, em Rio Verde (GO), do Marfrig, em Mineiros (GO), do Marfrig em Rio Verde (GO), do Minerva em Palmeiras de Goiás (GO) e do JBS de Naviraí (MS).

 

O Ministério da Agricultura não esclarece o assunto argumentando que não foi informado oficialmente pelo Rosselkhoznadzor, mas que mesmo assim recomendou à fiscalização que suspenda a emissão de novas guias para embarques de tripas para o mercado russo.

 

Em relação ao possível embargo de duas cargas de carnes pela União Europeia no porto de Roterdã, por causa da presença de bactérias, a Defesa Agropecuária informa que não tomou conhecimento oficial do assunto.

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