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Rússia vai certificar mais 40 estabelecimentos do Brasil

Sobe para 16 o número de estados brasileiros habilitados a exportar para a Rússia contra apenas 8 para UE

Fabíola Salvador, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2008 | 18h44

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, avaliou que os problemas para a exportação de carne para a Rússia estão superados. Ele recebeu na manhã desta segunda-feira, 25, a comitiva do Serviço Federal Veterinário e Fitossanitário russo, chefiada por Sergey Dankvert. "A Rússia, sozinha, já importa quase todo o volume da União Européia. Há menos de um ano, tínhamos problemas de entendimento sanitário. Hoje, nossas relações estão estabilizadas", destacou Stephanes. O ministro salientou que a comissão pretende certificar mais 40 estabelecimentos brasileiros para a importação de carne e que, com isso, sobe para 16 o número de estados brasileiros habilitados a exportar para a Rússia contra apenas oito autorizados pela União Européia. "As relações dos nossos países estão se desenvolvendo de forma bastante dinâmica. Se observarem que, no ano 2000, importávamos 30 mil toneladas de todos os tipos de carne e que em 2007 o volume atingido superou as 950 mil toneladas, veremos o quanto é importante esse desenvolvimento de nossas relações", apontou Dankvert. Modelo de rastreamento Técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentaram nesta segunda-feira ao ministro um novo modelo de rastreamento de bovinos desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Segundo representantes de ambas as instituições, o sistema atende às exigências cada vez maiores dos mercados consumidores de carne, nacional e internacional, e, caso seja amplamente adotado pelo ministério e pelos pecuaristas, pode contribuir para aumentar a eficiência do processo de rastreamento de bovinos no país. Com base em software livre, o sistema é acessível a todos os atores envolvidos na cadeia produtiva da carne bovina brasileira. A "Plataforma Tecnológica Web para o Sistema Agropecuário de Produção Integrada", ou e-SAPI/Portal Pecuário, como é chamada, comporta todas as informações de interesse do processo de rastreamento, tais como as relativas a normas, saúde animal e segurança sanitária, além de dados sobre cotações dos animais no mercado, lista de frigoríficos, laboratórios aptos a análises específicas e artigos sobre o tema. Oferece aos pecuaristas portal de boas práticas de produção, no qual os produtores podem se inspirar com vistas à certificação da sua propriedade.  O e-SAPI permite a adoção de sistemas diversos de gerenciamento de propriedade ou a migração de dados de um sistema já utilizado pelo proprietário. A identificação e a história de cada animal, inseridas no sistema, contendo dados desde seu nascimento até seu abate, incluindo informações como raça, sexo, peso e idade, e as relativas aos cuidados recebidos e a toda a sua movimentação facilitam não apenas o gerenciamento do gado por parte dos pecuaristas mas também o trabalho de fiscalização sanitária e de controle do trânsito dos animais. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa. O pesquisador Pedro Paulo Pires, da Embrapa Gado de Corte, e o bolsista Camilo Carromeu, da UFMS contam que o preenchimento das Guias de Trânsito Animal (GTAs), quando de situações de venda ou de trânsito dos animais, é hoje feito de forma manual tanto nos locais de origem quanto nos de destino e poderá ser realizado por meio do sistema. Fiscais de fronteira, por exemplo, poderão conferir se cada animal de um dado caminhão que se dirige de um Estado para outro corresponde à relação informada na respectiva guia. "Basta ao fiscal, entre outros procedimentos possíveis, acionar o chip de identificação do animal e conferir com a relação", explicou Pires.  O sistema bloqueia, automaticamente, guias de trânsito de animais de um local para outro quando a movimentação não é permitida. O sistema de rastreamento permite ainda, entre outras ações de defesa sanitária, o rápido isolamento de uma área de risco, quando da identificação de animais acometidos por uma dada doença, como a aftosa. Ao rastrear a movimentação desses animais, é possível a identificação das regiões de risco. A Embrapa tem colocado à disposição da sociedade o conhecimento produzido ou recomendado por seus pesquisadores, a exemplo do Mangueiro Digital, no qual a identificação e o controle das informações referentes ao animal são feitos eletronicamente, por meio de um chip nele implantado.

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