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Russo defende tratamento técnico para problemas com carne

Sergei Dankvert, chefe do serviço fitossanitário do país, defende negociações entre Brasil e União Européia

Fabíola Salvador, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2008 | 16h31

O chefe do serviço veterinário fitossanitário da Rússia, Sergei Dankvert, saiu nesta segunda-feira, 25, em defesa do Ministério da Agricultura e das negociações para retomada das vendas de carne bovina do Brasil para a União Européia. Segundo ele, todos os países têm problemas e o Brasil não é uma exceção. "Os problemas precisam ser solucionados e não podemos escondê-los", disse ele, ao lado do ministro da Agricultura Reinhold Stephanes.   Há duas semanas, durante audiência no Senado, o ministro Reinhold Stephanes disse que a situação das certificadoras era um escândalo e admitiu que o Brasil tinha vendido carne não rastreada para União Européia.   Dankvert disse que a Rússia nunca tratou os problemas comerciais com o Brasil do ponto de vista político. Parte da pressão que levou a União Européia a suspender as compras do Brasil veio dos pecuaristas irlandeses.   Segundo o dirigente, a Rússia optou por "não politizar o assunto". Ele contou que o país suspendeu as importações de carne suína da Bulgária e da Romênia porque foram registrados cerca de 700 focos de peste suína clássica nos plantéis dos dois países no ano passado. "Se fôssemos agir como a comunidade européia age como Brasil, nos deveríamos fechar todas as importações", disse ele.   Dankvert disse que os países da América do Norte e da Europa cobram o cumprimento das regras da Organização Mundial de Comércio e pedem uma posição mais liberal, mas que na prática não assumem esta postura. "Na verdade eles não querem procurar nenhuma solução, porque isto traz vantagens para eles", disse Dankvert. Ele lembrou que o Brasil já teve problemas para vender carne para a Rússia, mas que as exigência foram compreendidas e os entraves foram superados.   Segundo o ministro Reinhold Stephanes, a Rússia importava menos de US$ 500 milhões em produtos brasileiros há seis anos. Hoje, estas importações somam US$ 4 bilhões, sendo que a metade vem do setor de carnes.   De acordo com Dankvert, o Brasil vendeu 30 mil toneladas de carne para a Rússia em 2000, volume que chegou a 950 mil toneladas no ano passado. Ele anunciou, juntamente com Stephanes, que outros 40 frigoríficos brasileiros serão habilitados para vender para o mercado russo.   O ministro da Agricultura afirmou que o Brasil mantém relação muito positiva com a Rússia, mercado que é muito exigente em termos sanitários, mas que não impõe barreiras por questões comerciais. O ministro lembrou que Dankvert avaliou que todas as questões são passíveis de solução, desde que haja interesse mútuo.   Numa reunião realizada nesta segunda no Ministério, a Rússia sinalizou que tem interesse em importar farelo de soja e animais vivos para a pecuária leiteira. O Brasil, por sua vez, disse que tem interesse na importação de trigo e de fertilizantes.

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