SAA escolhe Garulhos para centro de conexões na América do Sul

A South African Airways (SAA), principal companhia da África do Sul, escolheu o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, como seu hub (centro de conexões) na América do Sul. A medida faz parte da estratégia de investida da SAA no mercado brasileiro, iniciada no ano passado, juntamente com os órgãos de turismo daquele país. A SAA anunciou a ampliação da sua parceria com a Varig, o que permitirá conexões com várias cidades do Brasil e também com Argentina e Chile, sempre partindo de Guarulhos. O acordo de code share permite que a Varig ceda assentos para a SAA nos vôos e vice-versa. Desde 18 de julho, o acordo entre as duas companhias, que já incluía São Paulo e Rio de Janeiro, passou a contar com as cidades de Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Salvador e Recife. Até outubro, serão incluídas Florianópolis, Foz do Iguaçu e Fortaleza.Com o code share, os passageiros terão apoio da SAA no balcão de check-in em cada aeroporto das cidades incluídas. As bagagens poderão ser despachadas diretamente para a África do Sul, e os passageiros passarão a receber o cartão de embarque do vôo internacional Guarulhos/Johannesburgo (capital sul-africana) desde a cidade de origem. Além disso, mesmo voando nas aeronaves da SAA, os passageiros podem acumular milhas no programa Smiles da Varig. Embora mantenha vários acordos desse gênero com várias empresas, a SAA não faz parte de nenhuma aliança internacional.Desde 1º de julho, a SAA passou a oferecer o seu quarto vôo direto de São Paulo para Johannesburgo. A partir de julho de 2003, a SAA começa a operar seu quinto vôo semanal. Até 2004, serão vôos diários.Para sustentar a expansão no mercado brasileiro e em outros países, a empresa preteriu a Boeing e encomendou 41 aeronaves à fabricante de aviões européia Airbus, num contrato US$ 3,5 bilhões. Do total, 15 são aviões A340 para rotas de longa distância e 26 são aviões A320 para operações de curta distância . As aeronaves serão entregues em até dez anos. A SAA é uma empresa do grupo estatal Transnet, que hoje detém 100% das suas ações. Este ano, o governo sul-africano comprou 20% das ações da companhia aérea que, desde 1999, estavam nas mãos da Swissair, empresa suíça que faliu no ano passado, substituída pela Swiss. O valor pago foi de 38 milhões de euros, modestíssimo em comparação com o total de 1,3 bilhão de euros desembolsado pelo grupo SAir (controlador da Swissair) em 99.

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