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Saab pede proteção judicial e tenta se separar da GM

Montadora sueca, controlada pelo grupo americano, busca recursos públicos para reestruturar operação

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, O Estadao de S.Paulo

21 de fevereiro de 2009 | 00h00

A montadora sueca Saab Automobile, controlada pela americana General Motors, entrou ontem com pedido de proteção judicial contra credores. O objetivo da empresa é reorganizar suas operações e buscar sua total independência da GM. A Saab previu que o processo judicial deve durar três meses. Para reorganizar suas operações, porém, a montadora vai precisar de recursos do setor privado e público. Na quinta-feira, o governo sueco rejeitou um pedido da GM de ajuda à Saab.Ontem, após o anúncio da proteção judicial, Joran Hagglund, autoridade do Ministério da Empresa, Energia e Comunicação e principal negociador do governo com a indústria automobilística, reiterou a posição de não oferecer empréstimos diretos à montadora. Mas acrescentou que o governo poderá estudar a oferta de garantias aos empréstimos que a empresa venha a tomar e garantias aos salários, sem, entretanto, colocar o dinheiro dos contribuintes em risco.A Saab não é a única controlada da GM na Europa a atravessar dificuldade. A alemã Opel também precisa de uma injeção substancial de recursos. Primeira montadora europeia a buscar auxílio estatal desde o início da crise, a Opel precisa agora de um total de 3,3 bilhões em liquidez para sobreviver, afirmou uma fonte da companhia. A empresa já se voltou a Berlim com um pedido maior de recursos depois de ter requisitado inicialmente 1,8 bilhão em garantias de empréstimos.Uma rápida deterioração dos mercados europeus de veículos fez a Opel estimar que precisa de garantias de empréstimos de 2,5 bilhões, informou a fonte. Uma outra fonte no governo alemão informou que a Opel explicou que a situação pode se tornar dramática até março por conta da ameaça de insolvência.FIATEnquanto as controladas europeias da GM passam por um momento difícil, a italiana Fiat recebeu uma boa notícia ontem. A empresa garantiu um empréstimo de 1 bilhão dos bancos Intesa Sanpaolo, UniCredit e Calyon, unidade do Credit Agricole, segundo informações do consultor jurídico dos bancos, a Allen & Overy. A montadora confirmou a informação, e disse ainda ter chamado de volta ao trabalho 8 mil funcionários que haviam sido dispensados temporariamente. A Fiat tinha planejado dispensar os trabalhadores até março.

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