Marcos Corrêa| Divulgação
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Sabemos que para gerar emprego, é preciso prestigiar a iniciativa privada, diz Temer

Presidente não deu previsão sobre retomada do emprego; para ele, é preciso certo sacrifício para tirar o País da crise

Márcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2016 | 22h47

RIO - O presidente Michel Temer não quis dar uma previsão exata de quando o Brasil verá uma retomada no emprego. Em entrevista ao programa Miriam Leitão, da GloboNews, Temer comentou: "Isso é um processo paulatino. Daqui a algum tempo, nós vamos começar a reduzir a margem de desempregados."

O presidente reiterou a importância de incentivar a iniciativa privada. "Você não cria emprego se não tiver investimento", afirmou. "Para gerar empregos, é preciso prestigiar a iniciativa privada, como estamos fazendo." O presidente também ponderou sobre a "fortíssima oposição" que vem sofrendo. "Temos que ter paciência para enfrentar as dificuldades, até políticas do País. Diferentemente de outros momentos históricos em que o vice assumiu, eu assumi com uma fortíssima oposição. A oposição é orgânica, mas isso não abala. É fruto da democracia. Apenas lamentamos que não haja um diálogo maior."

Temer disse ainda que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita o aumento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos, tem como objetivo gerar empregos e que "se não houver um certo sacrifício, não vamos tirar o País da crise". O presidente afirmou ainda que, com a volta do crescimento e da arrecadação, o prazo para a revisão da PEC poderia ser de quatro ou cinco anos, ao invés dos 10 anos previstos no texto que tramita na Câmara. 

Previdência. Na entrevista, o presidente  afirmou que pretende unificar as obrigações nos diferentes regimes da Previdência, mas mais uma vez afirmou que pretende dialogar com os diversos setores. "Não recebi ainda por completo os estudos da Previdência. Nessa matéria você precisa asfaltar o terreno antes de mandar para o Congresso. O que significa isso? Chamar as centrais sindicais, os setores da sociedade, conversar sobre isso e, ao mesmo tempo, chamar os líderes da Câmara e do Senado para nós tentarmos ajustar uma fórmula", comentou.

"É uma matéria complicada, difícil, polêmica. Mas nós pretendemos uma certa igualdade entre os vários regimes. No caso do Regime Geral da Previdência Social, nós queremos igualar com o regime especial dos servidores públicos. No limite de idade, por exemplo, queremos fazer uma coisa única. Isso dá um tom de justiça para a reforma da Previdência no País", defendeu.

Sobre o fato de o limite de idade estar sendo sugerido por pessoas que também se aposentaram na faixa dos 50 anos, Temer usou o próprio exemplo para justificar a necessidade de mudança. "O meu exemplo serve para revelar como é uma aposentadoria precoce. Passaram-se 20 anos e ainda estou aqui bem. Naquele tempo não se pensava nisso: você tinha tantos anos de serviço e de contribuição, e se aposentava", lembrou.

"Há 20 anos, o déficit da Previdência não era o que era hoje. São bilhões e bilhões. O País não resiste a isso." Segundo ele, a reforma da Previdência não deverá fazer distinções. "Queremos tentar uniformizar as várias categorias, incluída a classe política."

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