'Saber o que não quer fazer ajuda você a perder menos tempo'

Aos 22 anos, Guilherme Rossi seguiu o caminho naturalmente esperado para um herdeiro de uma das maiores incorporadoras do País: começou a trabalhar na Rossi Residencial, fundada por seu pai, João Rossi Cuppoloni. Desde este momento, no entanto, Guilherme (que tem dois irmãos gêmeos) mostrou que tinha seu próprio caminho a trilhar: ele mesmo criou o programa de trainee do qual foi o primeiro participante. Nos cinco anos que ficou na empresa da família, ampliou parcerias e liderou a estruturação da imobiliária LR, joint venture com a Lopes. Arrumou tempo, ainda, para fundar o Comitê de Jovens Empreendedores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Desde 2008, Guilherme, hoje com 30 anos, comanda a própria empresa, a GR Properties, uma incorporadora de galpões industriais e centros comerciais cujos projetos já alcançaram, no total, um valor geral de venda de R$ 520 milhões.

Aiana Freitas, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2010 | 00h00

Por que decidiu sair da empresa da família e fundar a própria?

Comecei a trabalhar na Rossi aos 22 anos, por meio de um programa de trainee que eu mesmo criei para a empresa. Fiquei lá cinco anos: fui gerente de incorporação, assinei parcerias regionais, abri mercados novos, como Sorocaba e São Carlos, no interior de São Paulo, e em 2006 implantei a LR, uma joint venture com a Lopes que começou com 25 corretores e hoje tem 500. Com o tempo, percebi que existiam poucas empresas no Brasil focadas em empreendimentos imobiliários geradores de renda. Como essa era uma necessidade do mercado, decidi abrir a GR Properties, em 2008.

Em apenas dois anos, a GR já lançou sete empreendimentos, entre condomínios de galpões industriais e centros comerciais. Quais são os planos que faz para a empresa daqui para a frente?

Pretendo lançar empreendimentos maiores e mais planejados, sempre voltados para suprir a demanda que existe na infraestrutura no País. Em breve vamos lançar, por exemplo, um empreendimento com loteamentos industriais. Mas gosto de ter foco. Só me interessam terrenos localizados num raio máximo de 100 quilômetros de distância de São Paulo, porque é uma região que conheço bem. Sei que não quero vender meias: o pequeno varejo não me interessa. Quero vender para empresas. Saber o que não quer fazer ajuda você perder menos tempo.

O sr. fundou a GR sem sócios. É uma pessoa centralizadora?

Quando você toma uma decisão mais rapidamente, a ação é rápida e o resultado vem mais rápido também. Um sócio poderia tornar esse processo mais lento. Mas não diria que sou um centralizador. Essa palavra parece pejorativa. Sou um resolvedor.

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