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Sabesp aprova nova fórmula de reajuste tarifário

O secretário de Recursos Hídricos e Energia do Estado de São Paulo, Mauro Arce, informou que o Conselho de Administração da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) aprovou ontem a nova fórmula de reajuste tarifário para os consumidores da empresa, com a correção das tarifas oscilando conforme a categoria de consumo. "A definição de regras de reajuste é uma demanda não apenas do mercado financeiro, mas também dos consumidores", disse, após participar da posse do novo presidente da empresa, Dalmo do Valle Nogueira Filho. Arce, que também responde pela presidência do Conselho de Administração da companhia, não quis revelar detalhes sobre o novo sistema de reajuste. "Precisamos ainda de uma análise do ponto de vista jurídico para depois anunciarmos e implementarmos o novo sistema", disse, sem informar quando a apreciação jurídica será concluída. Ele adiantou, no entanto, que o novo sistema será implementado ainda em 2003, possivelmente em agosto. O secretário aproveitou o tema de reajuste de tarifa para criticar um dispositivo previsto no Projeto de Lei para o setor de saneamento, encaminhado pela Prefeitura de São Paulo à Câmara de Vereadores, que estabelece que os reajustes tarifários terão de ser anunciados com seis meses de antecedência. "Temos condições de atender a essa exigência, inclusive de forma antecipada. Queríamos que a Prefeitura fizesse o mesmo para todos os serviços por ela prestados, principalmente no setor de transportes", alfinetou.Promessa de transparênciaNogueira Filho prometeu dar prioridade a transparência de informações e ações da companhia em sua gestão. "É fundamental criar novas formas de relacionamento da empresa com investidores, inclusive os pequenos, além dos nossos clientes", afirmou. A empresa opera os serviços de saneamento em 366 dos 645 municípios do Estado de São Paulo. Ele não quis, porém, divulgar quais políticas pretende implementar na empresa. "Vamos discutir os projetos em equipe", disse. Ele avaliou que a situação financeira da empresa é saudável, principalmente após o lucro líquido de R$ 171,8 milhões obtido no primeiro trimestre desse ano, embora, em 2002, a empresa tenha registrado prejuízo líquido de R$ 651 milhões. "Minha impressão é de que não é problema sério dessa empresa suas finanças, mas estabelecer prioridades de gastos", comentou. O executivo enfatizou que, assim como outras companhias, a Sabesp sofre dificuldades com as oscilações cambiais por conta de seu alto grau de endividamento em moeda estrangeira. "Não temos um sistema cambial estável e somos prejudicados, ou beneficiados, com as oscilações cambiais. Isso não tem nada a ver com a excelência de trabalho que a empresa possui", manifestou.

Agencia Estado,

30 de maio de 2003 | 14h29

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