Sabesp confirma que estuda pedir reajuste extra de tarifa em meio à crise da falta d'água

Em comunicado à CVM, empresa de saneamento do Estado de São Paulo diz que analisa os custos e desvios no plano de negócio e avalia a possibilidade de 'pleitear o reequilíbrio tarifário'

O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2015 | 14h23

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) confirmou nesta segunda-feira, 23, que estuda pedir novo reajuste de tarifa para reequilibrar seu orçamento em meio à crise da falta de água.

A empresa estadual de água comunicou que analisa os custos e desvios no plano de negócio junto à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) e avalia a possibilidade de "pleitear o reequilíbrio tarifário".

O comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma resposta à reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo, 22, que informava que a Sabesp estuda uma revisão tarifária extraordinária, com aumento acima da inflação, para equilibrar as contas financeiras. 

A medida precisa ser autorizada pela Arsesp e faz parte, de acordo com o jornal, de um pacote em estudo para compensar desequilíbrios causados pela crise hídrica e pelo aumento da dívida em dólar - equivalente a 40% do endividamento, que ao final do terceiro trimestre de 2014 era de R$ 9,6 bilhões.

No comunicado à CVM, a Sabesp informa que analisa continuamente os custos e principais desvios em relação àqueles definidos no plano de negócios junto à Arsesp, que funcionou como base da tarifa de equilíbrio definida pela agência reguladora.

A companhia mencionou, inclusive, o impacto dos custos de energia elétrica. "Encontra-se no momento analisando, especificamente, a evolução dos custos relativos a energia elétrica, bem como a possibilidade de pleitear junto à ARSESP reequilíbrio tarifário, se for cabível; e informará ao mercado qualquer requerimento de revisão extraordinária neste sentido".  

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