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Sabesp deve aumentar tarifas em 2003

Até junho de 2003, a Sabesp deve ter mudanças na política de tarifas. Inicialmente, será avaliada a estrutura das taxas e o peso dado a cada segmento. Hoje, o consumidor de grande porte paga mais caro pela água. Outra preocupação é com o momento do reajuste e cogita-se realizá-lo em duas etapas: uma que inclui os custos não-administráveis e outra, os administráveis. A informação foi dada nesta sexta-feira pelo novo presidente da companhia, Mauro Arce. Ele substituiu hoje Ariovaldo Carmignani e vai acumular o cargo com as Secretarias de Energia e de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras do Estado de São Paulo.A decisão foi tomada em reunião do conselho de administração da estatal. Além do presidente, deixa a Sabesp o diretor econômico-financeiro e de relações com investidores, Paulo Galletta, substituído por Sandra Piccardi (diretora financeira da transmissão paulista). Ela pode ainda assumir outras áreas da empresa. Mais mudanças estão previstas: a diretoria do litoral será incorporada pela do interior e duas diretorias técnicas serão unificadas.O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que a mudança não está relacionada com os resultados da companhia nos nove primeiros meses do ano. Ocorreu porque chegou o momento de criar uma política de acordo com o perfil do novo governo, em 2003. "Essa equipe cumpriu sua tarefa muito bem. É uma corrida de revezamento. Agora, começa uma nova etapa", dissePara o governador, os resultados ruins até setembro - prejuízo de R$ 881 milhões, quase três vezes maior que a perda de um ano antes - estão relacionados à alta do dólar. "Eu não tenho dúvida de que daqui a três ou seis meses a leitura vai ser outra: ela vai ter lucro", disse o governador.Arce nega que tenha sido indicado para o cargo para resolver o endividamento da companhia. Ele explica que o prejuízo do terceiro trimestre do ano (R$ 663,6 milhões, 175% sobre igual período de 2001) deve-se basicamente ao impacto do câmbio sobre a dívida. "Tivemos aumento de receita e a situação é saudável, com 40% do débito em dólar", afirmou. A Sabesp tem também cerca de R$ 700 milhões para receber de prefeituras.Com o objetivo de rolar e trocar a dívida em dólar por moeda nacional, a estatal está negociando um lançamento de debêntures em 2003. "Pensamos em fazer uma oferta que cubra todo o ano de 2003, mas o momento e o valor vão depender das condições do mercado", afirmou o novo presidente.Segundo ele, a estatal paulista possui "desempenho reconhecido e ratings (classificação) positivos". Arce reiterou que a companhia não será privatizada. "A empresa é muito importante para o Estado, tem dado resultados positivos, à exceção de quando há fortes desvalorizações da moeda, e paga dividendos até para a Fazenda estadual", afirmou.

Agencia Estado,

29 de novembro de 2002 | 20h46

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