Sacrifício de gado do Paraná terá início terça-feira

Quase cinco meses depois de ter sido anunciada a suspeita de febre aftosa, em 21 de outubro do ano passado, o Paraná dará início nesta terça-feira ao sacrifício dos animais que o Ministério da Agricultura considerou contaminados. O estado, porém, continua negando a presença do vírus em seu território. Os proprietários condicionaram a renúncia de recorrerem à Justiça à realização de necropsia de alguns animais. Se o exame constatar que não estavam doentes, processarão o ministério.A aceitação foi feita por motivos comerciais, já que, para retomar as exportações, é necessário o sacrifício do rebanho doente. As exportações poderão ser reiniciadas seis meses após o sacrifício do último animal. O estado perde cerca de R$ 5 milhões diariamente por causa do embargo à sua carne.AbateO rebanho total que será abatido é de aproximadamente 6,3 mil animais e se espalha por sete propriedades, a maioria na região noroeste. O gado será sacrificado a tiro, tarefa que ficará a cargo da Polícia Militar.O abate começará por duas propriedades em Maringá, região norte: a fazenda experimental do Centro Universitário de Maringá (Cesumar) e a vizinha Pedra Preta. Nessa primeira fase, serão sacrificados 377 animais. Os 1.795 animais da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira - a primeira a ser declarada foco da doença -, ganharam alguns dias a mais de sobrevida. Eles seriam os primeiros a serem abatidos, mas o atraso na entrega de uma manta texturizada adiou o início dos trabalhos. A manta é indispensável para recobrir as valas, que já estão abertas, e evitar a contaminação do lençol freático.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.