Sacrifício de gado no Paraná será retomado quarta-feira

O sacrifício dos animais apontados como portadores da febre aftosa no Paraná será retomado nesta quarta-feira, dia 15, uma semana depois do início dos trabalhos. Até o momento foram sacrificados apenas 500 dos cerca de 6,5 mil animais condenados à morte.A paralisação ocorreu por causa de um obstáculo legal: era necessário aguardar autorização da Justiça Federal para iniciar o sacrifício dos 1,8 mil animais da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira, a primeira a ser apontada como foco da doença. A autorização da Justiça Federal foi recebida na manhã desta segunda-feira pela Secretaria de Agricultura do Paraná.NecropsiaO abate estava condicionado à necropsia de alguns animais que reagiram positivamente aos exames sorológicos e, na sexta-feira, o juiz Cleber Sanfelice Otero autorizou os trabalhos depois de ser informado que seriam acompanhados por representantes do Centro Pan-Americano Contra a Febre Aftosa. O acompanhamento foi feito nos sacrifícios anteriores e será repetido em todos, por imposição dos proprietários dos animais.O abate do gado supostamente contaminado (o governo do Paraná rejeita que o rebanho do estado esteja doente) começou pelas fazendas Pedra Preta e do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), em Maringá, num total de 377 animais. Na sexta-feira foram abatidos 84 animais da Fazenda Flor do Café, em Bela Vista do Paraíso, quando se utilizou pela primeira vez tranqüilizante antes de os animais serem mortos a tiros.

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