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Sacrifício do brasileiro será curto, afirma Lula

Segundo presidente, importadores de frutas, carne e soja vão continuar comprando do País

Angela Lacerda, de O Estado de S. Paulo,

23 de março de 2009 | 11h42

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta segunda-feira, 23, em "sacrifício", ao comentar os efeitos da crise econômica mundial no Brasil. "Agora, temos problemas no setor de exportação. Principalmente no setor de máquinas e automóveis. Isso tem caído. Estou convencido de que o sacrifício que o povo brasileiro vem fazendo será de curta duração", afirmou Lula. "Porque quem importa fruta, carne e soja do Brasil sabe que tem de continuar comprando, vai continuar importando", acrescentou, em entrevista ao programa Supermanhã, da Rádio Jornal, respondendo sobre a crise da fruticultura irrigada no Vale do São Francisco (PE).    

 

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De acordo com Lula, o setor de exportação é "vital" e é nessas horas que o governo tem de entrar para atuar, seja por meio de medidas da administração federal, do Banco do Brasil (BB) ou do Banco do Nordeste (BNB) para rolar "dívidas dos companheiros e não permitir que o sufoco venha matar afogados os que apostaram e trabalharam o tempo inteiro".

No fim da manhã de hoje, o presidente inauguraria uma fábrica da Sadia, a primeira da empresa no Nordeste, em Vitória de Santo Antão, na região metropolitana do Recife. Para Lula, a inauguração é um ato simbólico porque, no momento em que só se fala de crise, uma companhia se instala e, com ela, "virá progresso para a região". "Este País não tem de ter medo de crise. É como uma gripe num cabra macho, ele vai trabalhar e não perde um dia de serviço por causa da gripe. Eu quero mostrar que existe uma crise, ela é grave, (o presidente dos Estados Unidos, Barack) Obama e os alemães têm mais problemas que o Brasil e nós vamos enfrentar essa crise trabalhando", disse o presidente.

Lula também falou sobre sua forma de agir para enfrentar a crise. "Quanto mais crise, mais trabalho. Quanto mais crise, mais investimento. É assim que vamos debelar esta crise causada pela irresponsabilidade do sistema financeiro internacional", disse ele.

Ao ser indagado sobre se tomou medidas a tempo, o presidente respondeu que é uma "asneira profunda" dizer que ele demorou para enfrentar os efeitos da crise no País.

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