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Sadia demite 350 da área administrativa

A Sadia anunciou na segunda-feira o corte de 350 funcionários administrativos, "para ganhar agilidade nos processos da companhia", segundo nota divulgada pela empresa. Os demitidos da Sadia ocupavam cargos de gerência, supervisão e diretorias. Algumas das 29 diretorias serão extintas ou agrupadas dentro de outras, chegando a um total de 22. Os cortes ocorreram nas 17 unidades da companhia, porém estão mais concentrados em São Paulo e Curitiba, onde a Sadia possui escritórios.A assessoria de imprensa da empresa afirmou que os cortes não devem se estender aos funcionários operacionais e não afetarão o volume de produção.Segundo a Sadia, as demissões proporcionarão uma economia de R$ 44 milhões por ano, e correspondem a aproximadamente 0,5% do total de funcionários da empresa.MAIS DEMISSÕESOntem foi um dia de demissões e manifestações de sindicatos e trabalhadores. Na fábrica de componentes automotivos e peças para linha branca Delga, em São Paulo, os 700 trabalhadores entraram em greve depois de ser anunciado o corte de 85 postos de trabalho. Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, negociava com a indústria um acordo para reverter as demissões. "A empresa tinha usado recursos como licença remunerada, banco de horas, férias coletivas e alegou que não ter como manter os empregos", diz. Hoje os metalúrgicos fazem assembleia em frente à Delga para decidir sobre a continuidade ou o fim da greve. Outro protesto contra demissões ocorreu na fabricante de rolos de aço Engemet, em São Paulo, que emprega 170 pessoas. A produção parou por três horas.Na indústria de tubulações de aço, Tyco Dinaço, os cerca de 120 metalúrgicos que invadiram a fábrica na segunda-feira permanecem acampados no pátio da empresa, na Vila Jaguara, zona oeste da capital paulista, à espera de um acordo. Eles exigem a readmissão dos 120 demitidos. Segundo o sindicato, representantes dos trabalhadores e da Tyco devem tentar um acordo em audiência hoje, no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Ana Paula Lacerda e Paulo Justus, O Estadao de S.Paulo

21 de janeiro de 2009 | 00h00

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