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Sadia e Perdigão fecham acordo e criam a gigante Brasil Foods

Com R$ 22 bilhões de faturamento, nova empresa será a 10ª maior das Américas; as duas marcas serão mantidas

19 de maio de 2009 | 08h30

Antigas rivais históricas, Sadia e Perdigão fecharam o acordo em que se juntam na mega-companhia Brasil Foods. Os detalhes da operação serão apresentados em coletiva convocada para logo mais, às 10h30.  

 

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A Brasil Foods nasce maior empresa de alimentos industrializados do Brasil, a 10ª maior das Américas, número um do mundo no processamento de carne de frango. Populares e respeitadas pelo consumidor, as marcas Sadia e Perdigão serão mantidas.

A operação vem sendo tratada como fusão ou incorporação da Sadia pela Perdigão e deve ser feita por meio de uma troca de ações. A ideia é que os papéis da nova empresa tenham liquidez e valorização suficientes para oferecer às famílias Fontana e Furlan, controladoras da Sadia, condições satisfatórias se quiserem sair do negócio. Os acionistas da Perdigão ficarão com 68% da Brasil Foods e os da Sadia com 32%.

Como o capital da nova empresa ficará pulverizado no mercado de ações, os dois grandes acionistas de Sadia e Perdigão continuarão predominando na nova sociedade. São a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que lidera os controladores da Perdigão, e as famílias Fontana e Furlan, da Sadia. O conselho de Administração terá dois presidentes, um de cada lado: Nildemar Secches, da Perdigão, e Luiz Fernando Furlan, da Sadia.

Numa segunda etapa, o negócio prevê uma emissão pública de ações, com o objetivo de captar algo como R$ 4 bilhões. O BNDES pode entrar nessa operação, comprando papéis da nova empresa. Os recursos serão usados para capitalizar a companhia e tentar equacionar as finanças da Sadia, que entra na Brasil Foods carregando um prejuízo de US$ 2,6 bilhões com derivativos de câmbio.

A operação dá origem a uma estrutura que emprega cerca de 100 mil funcionários, vende seus produtos em mais de cem países e faturou R$ 22 bilhões no ano passado. No Brasil, a nova empresa domina mais de 50% do mercado em diversos segmentos, como carnes congeladas, massas e margarinas.

A maior transformação, no entanto, deverá ocorrer no cenário internacional. A expectativa dos analistas é que a partir de agora a Brasil Foods concentre forças no exterior. Uma passará a vender os produtos da outra. O plano é aproveitar a boa imagem que a Sadia construiu no exterior. Hoje, sua logomarca pode ser facilmente avistada em outdoors nas ruas de Bagdá ou de Moscou.

Uma das primeiras providências, segundo um dos acionistas da nova companhia, será reavaliar duas providências tomadas pela Sadia como reação à crise: a venda da fábrica da Sadia em Kaliningrado, na Rússia, e o engavetamento do projeto de construção de uma nova unidade nos Emirados Árabes.

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