Sadia fará complexo agroindustrial de R$630 mi em Mato Grosso

Complexo contará com abatedouro de frangos, fábrica de rações e silos para estocagem de grãos

REUTERS

03 de julho de 2008 | 16h40

A Sadia anunciou nesta quinta-feira que construirá um complexo agroindustrial em Campo Verde, em Mato Grosso, em um projeto que terá investimentos de 630 milhões de reais. O complexo contará com abatedouro de frangos, fábrica de rações, silos para estocagem de grãos e um incubatório, com previsão de entrar em atividade no segundo semestre de 2010. Quando estiver funcionando à plena capacidade, em 2011, o complexo vai gerar uma receita adicional anual à Sadia de 780 milhões de reais. "A decisão da Sadia de intensificar os investimentos no Mato Grosso deveu-se principalmente ao aumento de escala, já que a companhia atualmente já produz frangos em Campo Verde. Outros fatores importantes são a localização geográfica e a abundância de grãos de Campo Verde...", informou a empresa nesta quinta-feira em um comunicado. A companhia já está presente no município com um incubatório, granjas próprias, fábrica de rações e armazéns de grãos, os quais abastecem a planta de Várzea Grande. No Estado, a Sadia também está construindo uma unidade de grande porte em Lucas do Rio Verde. Do total dos investimentos previstos, 400 milhões serão aplicados pela própria Sadia. O restante será investido por parceiros. O novo investimento em Mato Grosso foi anunciado 15 dias depois de a empresa divulgar o projeto de uma grande unidade de suínos em Santa Catarina [ID:nN26485464]. De acordo com a empresa, o projeto de Campo Verde terá 52 mil metros quadrados de área construída e capacidade para abater 500 mil frangos/dia, enquanto a nova fábrica de rações irá produzir 80 mil toneladas/mês. "O projeto prevê também a construção do chamado ciclo completo de aves, que inclui um incubatório de frangos com capacidade para produzir 150 milhões de ovos férteis/mês, um sistema de integração com 200 granjas avícolas e silos para grãos." A previsão é de que 60 por cento da produção da unidade de Campo Verde seja destinada ao mercado externo. (Texto de Roberto Samora; edição de Denise Luna)

Mais conteúdo sobre:
COMMODSCARNESADIA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.