R$ 1,57 bi

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Sadia quer concluir negociações até junho

Empresa diz que conversas com a Perdigão estão em andamento

Tatiana Freitas, O Estadao de S.Paulo

31 de março de 2009 | 00h00

O presidente do conselho de administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, afirmou que até junho haverá uma definição para o problema de capitalização da companhia - seja por meio de uma associação com a Perdigão ou por outras alternativas. Durante encontro com analistas ontem na sede da companhia, Furlan confirmou que as negociações com a Perdigão estão sendo levadas adiante pelos bancos contratados pelas empresas: Banco Bradesco de Investimentos, pela Sadia, e UBS Pactual, pela Perdigão. "Estamos vivenciando a quinta ou sexta tentativa de criar uma grande empresa brasileira multinacional, líder no mercado mundial de produtos de carnes. Esses entendimentos têm sido levados adiante pelos bancos contratados", disse.Segundo Furlan, o principal entrave nas negociações é o tamanho da participação de cada empresa no novo negócio. "O que está sendo discutido é como se vai compor a participação das duas empresas numa futura negociação", afirmou. "O problema não é o preço das ações, pois ninguém está vendendo nada."Questionado sobre uma possível imposição por parte das famílias controladoras da Sadia (Furlan e Fontana) de permanência no comando das operações após uma eventual união com a Perdigão, Furlan reforçou que "na hipotética possibilidade de fusão das duas principais empresas do setor você não tem nem um, nem outro, e sim uma terceira situação". "Hipoteticamente, o que está se procurando é encontrar uma razoável relação de composição da terceira entidade que está sendo formada", completou. DÍVIDA ALTAA Sadia acumula uma dívida de R$ 6,7 bilhões decorrente, principalmente, de prejuízos com operações com derivativos cambiais. Na tentativa de valorizar a companhia na negociação com a Perdigão, as famílias Furlan e Fontana têm procurado ressaltar o valor da marca Sadia entre os consumidores. "O que os acionistas controladores buscam é a perenização da empresa, maior, mais potente, obviamente valorizando a marca Sadia, que é a marca mais prestigiada não só no mercado brasileiro como em muitos países do mundo, que tem preço premium e ganha market share", disse Furlan, em resposta a uma pergunta de um analista sobre o posicionamento das famílias Furlan e Fontana na negociação com a Perdigão.Segundo Furlan, uma pesquisa encomendada pela Sadia sobre o impacto dos problemas financeiros da companhia no seu relacionamento com clientes, fornecedores e consumidores constatou que o "impacto foi zero". Entre o primeiro bimestre de 2008 e o mesmo período de 2009, a participação de mercado da Sadia no segmento de congelados no País passou de 44,7% para 45,7%, ocupando a primeira posição, segundo dados da Nielsen. Em resfriados, a fatia passou de 30,2% para 32,5% e, no segmento de margarinas, de 46,8% para 47,5%.Ainda de acordo com Furlan, há "interessados firmes" em alguns dos ativos que a companhia considera vender para se capitalizar após as perdas com derivativos. Somente no terceiro trimestre deste ano, a Sadia tem uma dívida de R$ 1,953 bilhão a honrar. O total do endividamento de curto prazo da Sadia soma R$ 4,164 bilhões, dos quais R$ 1,427 bilhão, com vencimento neste primeiro trimestre, já foram renovados.

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