Sadia vai instalar unidade de embutidos em Pernambuco

A Sadia assinou hoje um protocolo de intenções com o governo de Pernambuco para a instalação de uma fábrica de embutidos (salames, salsichas, lingüiças, entre outros) em Vitória de Santo Antão, a 50 km de Recife. O projeto inclui um centro de distribuição que abastecerá toda a Região Nordeste.As obras começarão em janeiro de 2008 e a previsão é de que a unidade comece a operar em janeiro de 2009, segundo informações da companhia. Com investimentos de R$ 250 milhões, a unidade vai gerar uma receita adicional de R$ 390 milhões. Serão criados 1,2 mil empregos diretos e cerca de 3,6 mil indiretos.A fábrica terá um crédito presumido de ICMS de 90% do governo, segundo o presidente da Sadia, Gilberto Tomazoni. O incentivo faz parte do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe), para que companhias instalem suas unidades fora da região metropolitana de Recife."O benefício diferenciado para o interior do Estado foi decisivo para a opção da companhia", disse Tomazoni. Segundo ele, Vitória de Santo Antão conta com uma universidade pública, o que também atraiu a empresa. O executivo destacou ainda que a Sadia pretende zerar a emissão de gás carbônico da nova unidade por meio do plantio de árvores.Outra companhia participante do Prodepe é a Perdigão, que anunciou em setembro a construção de duas fábricas e um centro de distribuição em Bom Conselho (PE).CapacidadeA fábrica da Sadia em Pernambuco terá capacidade para produzir 140 mil toneladas de embutidos por ano. A unidade será voltada apenas para a Região Nordeste, que representa cerca de 30% das vendas da companhia. O presidente da empresa afirmou que a Sadia vende toda sua linha de produtos no Nordeste, mas que a principal parcela está concentrada em embutidos. "A demanda maior por estes produtos fez com que a escala de produção tornasse este projeto viável", disse. A expectativa é de que a unidade atinja sua capacidade máxima daqui a três anos.Segundo ele, as vendas no Nordeste crescem a um ritmo de 20% ao ano. Por isso, a empresa pretende instalar outras unidades na região no futuro. "No momento estamos concentrados nesta fábrica, mas poderemos ampliar a produção numa segunda etapa", afirmou.A carne que será utilizada na fábrica virá de outras unidades no Sul, em Mato Grosso e em Minas Gerais porque o volume disponível de aves na região é muito pequeno devido à baixa produção de grãos. "Quando tivermos hidrovias e a Transnordestina ligando Bahia e Pernambuco poderemos trazer grãos para produzir carne localmente", disse.

NATALIA GÓMEZ, Agencia Estado

29 de outubro de 2007 | 16h06

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