Safra de grãos menor em 2018, mas ainda elevada

O fato mais importante é que os agricultores acreditam em mais um ano favorável

O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2017 | 03h00

As estimativas para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2017/2018 divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para um recuo – perfeitamente previsível – em relação à safra 2016/2017. Se esta foi recorde absoluto na história do País, a próxima deverá ser a segunda maior de todos os tempos. Nada negativo na área agrícola, portanto, como enfatizou o secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira. “Temos ainda uma safra imensa para o ano que vem e, se o clima continuar perfeito, podemos, eventualmente, atingir um novo recorde da produção.”

Segundo a Conab, a safra de grãos colhida atingiu 237,7 milhões de toneladas e a estimativa para a próxima é de uma queda entre 6,1% e 4,3%, para 223,3 milhões a 227,5 milhões de toneladas. O fato mais importante é que os agricultores acreditam em mais um ano favorável, o que explica o acréscimo previsto de 0,9% na área plantada, alcançando 1 milhão de hectares (ha) em soja. Nas últimas nove safras o aumento médio anual total foi de 1,8 milhão de ha.

As safras que mais sofrerão no ano agrícola 2017/2018 deverão ser, segundo a Conab, as de arroz, feijão, milho e soja. Já a produção de algodão em pluma deverá crescer 10,2%, atingindo 1,7 milhão de toneladas.

As previsões do IBGE são menos favoráveis e apontam para um recuo da produção de 9,2% entre 2016/2017 e 2017/2018. Mas, além das perspectivas favoráveis para o algodão herbáceo, os técnicos do IBGE estimam que a produção de feijão também vai crescer, principalmente em razão do aumento da produtividade na Paraíba, na Bahia, no Rio Grande do Norte, em Rondônia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Isso é importante por causa do peso do feijão na cesta de alimentos da população.

Entre as culturas que poderão ser mais atingidas, segundo o IBGE, está a do milho, com queda prevista de 15,9% em relação à última safra.

Por causa da dependência da situação climática, ainda é cedo para ter uma ideia exata do que ocorrerá na próxima safra. Reunindo condições tecnológicas avançadas, capital e enorme competitividade, as atividades agrícolas continuarão dando forte contribuição para o equilíbrio econômico interno e externo nos próximos anos.

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