Safra de soja dos EUA quebra e preços futuros explodem

Os preços futuros do complexo soja operam em forte alta na Bolsa de Chicago (CBOT, Chicago Board of Trade) impulsionados por grande corte nas estimativas oficiais de produção nos Estados Unidos este ano. O contrato futuro do grão com vencimento em setembro saltou 5,3% na abertura do pregão, de US$ 6,1650 por bushel para US$ 6,49/b. O Departamento de Agricultura dos EUA (Usda) informou hoje que o clima muito quente e seco durante o mês de agosto provocou a perda de quase 6 milhões de toneladas de soja no país. No início de agosto o governo americano previa colheita de quase 78 milhões de toneladas, um volume já reduzido ante as previsões iniciais superiores a 80 milhões de toneladas. Hoje a projeção oficial para a colheita nos EUA caiu para menos de 72 milhões de toneladas. O número é de impacto e surpreendeu todo o universo de traders e analistas.Uma pesquisa da Dow Jones apurou como média das expectativas do mercado para o relatório de hoje uma colheita em torno de 75 milhões de toneladas. A menor produção nos EUA, principal produtor mundial, tem enorme peso sobre o mercado em razão da firme demanda exportadora e doméstica, e considerando que os estoques norte-americanos de soja caíram a níveis muito baixos este ano. Tal como os EUA, os mercados importadores (China e Europa) também tiveram problemas com suas safras de grãos por causa do clima, o que sinaliza demanda extra e adiciona sustentação aos preços. No mesmo relatório de hoje, o Usda manteve suas projeções anteriores para a produção de soja no Brasil e na Argentina, em 56 milhões de toneladas e 37 milhões de toneladas, respectivamente. Juntos, Brasil e Argentina consolidam a liderança na produção e exportação mundial de soja e derivados, com colheita estimada em 93 milhões de toneladas no próximo verão.

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