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Louise Barsi: O Jeito Waze de investir - está na hora de recalcular a sua rota

Sai a nova revisão do acordo do Brasil com o FMI

O Ministério da Fazenda divulgou hoje os termos da segunda revisão do último acordo do País com o FMI (Fundo Monetário Internacional). A nova revisão prevê um crescimento de 2,5% do PIB brasileiro em 2002. De acordo com o "Memorando de Política Econômica", um dos documentos da revisão, o crescimento da economia brasileira este ano será impulsionado pelas exportações e recuperação do consumo e do investimento privado no decorrer do ano. Na revisão anterior, o FMI e o Brasil previam um crescimento do PIB entre 2% e 2,5%. Balança comercialO Brasil e o FMI reduziram de US$ 6 bilhões para cerca de US$ 5 bilhões a previsão de superávit da balança comercial em 2002. "A despeito das perspectivas de recuperação do consumo doméstico e de um ambiente externo ainda fraco, estima-se que o saldo comercial praticamente dobre este ano, atingindo um superávit de cerca de US$ 5 bilhões", diz o documento "Memorando de Política Econômica", que traz os termos da nova revisão. A previsão de superávit comercial de US$ 5 bilhões é a mesma que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o Banco Central têm divulgado nos últimos meses. Déficit em transações correntesO déficit em transações correntes do balanço de pagamentos do Brasil deve fechar o ano em US$ 20,6 bilhões, o correspondente a 3,8% do PIB. Na revisão anterior projetava-se uma déficit "abaixo de US$ 20 bilhões". No ano passado, o déficit em transações correntes foi de US$ 23,217 bilhões. A nova estimativa de déficit, prevista na revisão do acordo, é ligeiramente inferior à previsão do BC divulgada ontem, de US$ 20,764 bilhões. Contratos futurosO Banco Central (BC) e o Tesouro Nacional poderão, a partir de agora, utilizar contratos de futuro e a termo, emitidos pelos dois órgãos, para rolagem de dívida. De acordo com o Memorando Técnico de Entendimento, foi mantida a proibição para o BC e o Tesouro de negociarem esses dois tipos de contratos diretamente ou por meio de insitutições que atuem como agente financeiro. Investimentos diretosO novo acordo prevê que o Brasil receberá esse ano US$ 18 bilhões em investimentos estrangeiros diretos. Essa é a mesma estimativa que o Banco Central tem utilizado nas suas previsões referentes ao balanço de pagamentos. Na revisão anterior do acordo com o FMI, a previsão de ingresso de investimentos diretos estrangeiros era de US$ 16 bilhões. "Os investimentos estrangeiros diretos estão projetados para US$ 18 bilhões, abaixo dos US$ 22,6 bilhões registrados no ano passado, mas ainda assim, equivalentes a 87% do déficit estimado em conta corrente", ressalta o documento "Memorando de Política Econômica". De acordo com o documento, estima-se que o balanço de pagamentos registrará déficit de cerca de US$ 2,5 bilhões esse ano. O documento afirma que esse déficit é compatível com a previsão de reservas internacionais brutas e líquidas para o final do ano. A estimativa de reservas brutas é de US$ 33,4 bilhões e líquidas, de US$ 27,8 bilhões. As estimativa de reservas internacionais líquidas está US$ 7,8 bilhões acima do teto de US$ 20 bilhões previsto no acordo. Íntegras na InternetAs íntegras dos textos da segunda revisão do acordo técnico com o FMI estão disponíveis no site do Ministério da Fazenda - http://www.fazenda.gov.br.

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