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Sai a primeira emissão pós-crise de renda fixa dos emergentes

Saiu ontem a primeira emissão de renda fixa dos mercados emergentes desde julho, quando começou a crise provocada pela inadimplência dos empréstimos subprime nos mercados financeiros de todo o mundo. Trata-se de uma oferta de US$ 175 milhões do Grupo Rede, empresa brasileira do setor elétrico, em bônus perpétuos. A transação do Grupo Rede foi uma reabertura da oferta original de US$ 400 milhões emitidos pela companhia em março deste ano. E, pasmem: o mercado comprador de papéis teve uma boa reação: a demanda superou três vezes o volume inicialmente indicado. Participaram da compra dos bônus mais de 55 investidores dos Estados Unidos, Europa e Ásia.A emissão foi feita pela Merrill Lynch. Augusto Urmeneta, diretor da área de mercado de renda fixa para América Latina do banco de investimentos em Nova Iorque - e um dos coordenadores da operação -, avalia que a negociação ocorrida ontem, assim como a disposição compradora dos investidores, mostra que está voltando gradualmente o acesso de empresas brasileiras ao mercado de renda fixa externo. Portanto, esta emissão deve trazer algum alento aos mercados como um todo. Há dezenas de operações na "fila" desde julho esperando uma melhora das condições externas e diminuição de volatilidade. Em agosto, tradicionalmente, não ocorrem emissões em conseqüência das férias do Hemisfério Norte. E, nos primeiros 21 dias de setembro, ninguém quis se arriscar. Calcula-se, pelo mercado, que esta "fila já soma algo como US$ 300 bilhões. Pode ser que a operação do Grupo Rede abra as portas para outras.Ontem, o risco Brasil caiu, pela primeira vez, para o nível mais baixo de antes da crise. Fechou em 166 pontos base, sendo que no dia 23 de julho, uma dia antes da deflagração da crise, estava em 168 pp. Este fato deve ter sido decisivo para que a operação do Grupo Rede saísse do papel. O risco dos emergentes se manteve estável em 210 pontos.IMPRESSÃO DIGITALA CEF se expande para o exterior. Maria Fernanda Ramos Coelho, presidente da CEF, inaugura na segunda-feira o primeiro escritório de negócios do banco em solo americano. Segundo Coelho, trata-se de forma concreta de consolidar a atuação do banco no exterior e manter relacionamento com a imensa comunidade brasileira de 700 mil residentes nas regiões de Nova York, New Jersey, Pensilvânia, Boston e Connecticut.O primeiro escritório da CEF fora do País foi inaugurado no início do ano, no Japão, na cidade de Hamamatsu, Província de Shizuoka, onde residem mais de 51 mil brasileiros. NA FRENTEPAC 1O aumento de recursos para o PAC anunciado ontem não impressionou o ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda Julio Gomes de Almeida. "Não é dinheiro que falta para o PAC", ressaltou um dos mentores do plano, lembrando que só no primeiro semestre deste ano o governo federal arrecadou R$ 25 bilhões a mais que o previsto.O problema, segundo Gomes de Almeida, é a engrenagem complexa e atrofiada. PAC 2A intemporalidade do processo já foi prevista quando da criação do PAC.Segundo o economista, o ministro Guido Mantega e ele introduziram uma cláusula de salvaguardas do PAC. "Se o gasto previsto para este ano não for realizado, ele pode, pelas regras, ser transferido para o ano que vem, diferentemente do que acontece no Orçamento da União."Será que é por isso que vão esperar para quando o carnaval chegar?PESQUISAPesquisa realizada pela Associação Brasileira de Anunciantes, em parceria com a Top Brands Consultoria e Gestão de Marcas, nas seis principais capitais brasileiras, surpreendeu. Identificou que em várias categorias a marca mais bem avaliada, com maior Índice de Adesão, não foi a Top of Mind. É o caso de Bohemia, Sony, Banco Real e Texaco, cujos Top of Mind nas respectivas categorias foram Skol, Philips, Itaú e BR Petrobrás, respectivamente. Prova de que a lembrança é apenas o início do árduo processo de construir uma marca forte.VELOZDeve chegar ao Brasil, na semana de 22 de outubro, o espanhol Emílio Botin, criador do Santander.Entre "outras", vem assistir à corrida de Fórmula 1.BRIOCHELuciano Coutinho, do BNDES, tem encontro com empresários franceses na Câmara de Comércio França-Brasil, em São Paulo.Pauta? O aumento da dotação orçamentária do PAC de R$ 9,5 bilhões para R$ 14,7 bilhões, com direito a palestra do economista sobre ações necessárias para o desenvolvimento brasileiro. ASFALTOParlamentares paulistas estão sendo procurados pela Agende, organização não-governamental que reúne iniciativa privada, administração pública e sociedade civil de Guarulhos.A entidade leva a tiracolo um estudo detalhado sobre a situação do Aeroporto de Cumbica, que dão como urgente não só de construção de um novo terminal, mas também de uma terceira pista, decisão ainda polêmica dentro da Infraero. CURTASDesde que começaram os boatos sobre a venda de uma parte minoritária das ações do Banco Pine, dia 11 de setembro, as ações do banco reagiram: subiram nada menos que 33%, enquanto o Ibovespa subiu 17%. Já concorrentes de mesmo porte sofreram queda de preços.A Sagatiba avisa: está entrando na América Latina. Neste segundo semestre, sua cachaça premium chega à Venezuela e à Colômbia. E mira nos mercados da Ásia e da Oceania. Hoje, fora do Brasil, a Sagatiba é comercializada na Índia, Taiti, além dos EUA e de 10 países europeus.

Sonia Racy, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2021 | 00h00

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