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Saia vira uniforme de maquinistas em protesto na Suécia

Eles queriam shorts para enfrentar o calor, mas diante da proibição, arejaram as pernas de outra forma

AP,

10 de junho de 2013 | 11h30

SÃO PAULO - Maquinistas de trens da Suécia resolveram rebelar-se contra proibição de trabalhar de shorts no calor do verão na Escandinávia.

Depois que a empresa Arriva alegou que eles não poderiam contrariar o código da companhia e sua imagem de "ordem e bom gosto", alguns deles resolveram usar saias para enfrentar o calor de 35 graus no interior das cabines das locomotivas.

Como a proibição do uso prejudicaria a liberdade pessoal dos trabalhadores e, especialmente, considerando que a igualdade de gênero é um dos pilares da sociedade sueca, os maquinistas puderam fazer seu trabalho com mais conforto e pernas arejadas.

O porta-voz da companhia, Tomas Hedenius comentou o assunto em entrevista ao jornal italiano Corriere Della Sera: "Nossa política é que os funcionários se vestem de forma adequada para representar a Arriva, de modo que os homens usam calças e as mulheres saias, mas shorts, nunca", disse. "Mas, se um homem prefere um vestido de mulher, tudo bem. Impedi-lo de usá-lo seria discriminatório".

Quinze pilotos e controladores usaram durante duas semanas camisa, gravata listrada e saias nos trens da linha Roslagsbanan, transporte público que serve a região norte de Estocolmo, usado por 45 mil passageiros por dia.

O protesto, irônico, mas não muito, foi enfrentado com bom humor pelos maquinistas. "É claro que as pessoas olham para você quando você está na plataforma, mas você simplesmente se acostumar com isso", comentou Martin Akersten, um dos maquinistas que aderiram ao protesto. Ele disse que os passageiros receberam o novo uniforme com bom humor e deram total apoio.

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