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Saiba como funciona o consórcio de viagem

Os consórcios para viagem, liberados pelo Banco Central no último dia 18 de janeiro depois de serem suspensos em 1997, possuem as mesma regras dos consórcios tradicionais de automóveis, motos e imóveis. As únicas diferenças são a indexação das parcelas ao dólar turismo e o prazo máximo de duração dos grupos, que é de 36 meses. No caso das parcelas, elas são fixas em dólar turismo. Na hora do pagamento é feita a conversão para o real, o que é um risco para o consorciado, já que o valor da parcela oscila de acordo com a cotação da moeda norte-americana. Também existem consórcios de viagens nacionais, cujas regras são praticamente as mesmas. A única diferença é que as parcelas de pagamento são fixas em reais.Segundo a diretora da Bancorbrás Administradora de Consórcio e vice-presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), Marilza Guiot Henning Garcia, as taxas de administração dos produtos podem variar de 12% a 15% ao ano, dependendo do número de meses do plano. Segundo Euriodes Battistella, presidente Abac, as administradoras de consórcio pretendem financiar pacotes de viagens para roteiros internacionais e cursos no exterior. Consumidor poderá escolher agência e pacote de sua preferênciaA vice-presidente da Abac ressalta que o consorciado poderá escolher a agência de turismo de sua preferência para contratar a viagem. "Quando a pessoa for sorteada, ela escolherá o pacote e agência de sua preferência. Se os preços estiverem compatíveis com o contrato firmado, a administradora fatura o produto na hora", explica. Contemplado, o consorciado poderá escolher a data de sua preferência para viajar, sem prazo ou limite de data para retirar o prêmio.Marilza explica ainda que estará discriminado no contrato um determinado roteiro de viagem, mas se o consorciado optar por outro destino no momento de receber a viagem, ele poderá realizar a troca. Porém, se o valor da viagem escolhida superar o do contrato o consumidor terá que pagar a diferença. Se o valor for inferior, a diferença servirá para abater o pagamento das parcelas restantes do consórcio ou será devolvida. Ainda vale mais a pena poupar e pagar à vistaMesmo assim, a principal desvantagem do consórcio é que o participante não recebe o bem imediatamente, como ocorre com o financiamento. Além disso há a despesa das taxas administrativas, bastante elevadas. Além disso, ao ser contemplada por sorteio, a maioria dos consorciados não poderá desfrutar do pacote imediatamente, pois precisará planejar suas férias. Nesse caso, vale mais a pena poupar a quantia, recebendo juros por aplicações financeiras do que pagar as altas taxas de juros do financiamento ou de administração do consórcio, dependendo do sorteio para receber o prêmio.

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