Saída da Caixa impulsiona alta do crédito privado

Os financiamentos com bancos privados e a venda de cotas de consórcio imobiliário registram alta, mas os setores não confirmam a interferência exclusiva da suspensão dos financiamentos da Caixa Econômica Federal nesse processo.De acordo com levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), nos primeiros dez meses do ano 31.230 unidades foram vendidas em todo o País com financiamento privado, ante 30.465 imóveis registrados no mesmo período de 2000. O volume de recursos movimentados nessas operações chegou a R$ 1,613 bilhão este ano.A maior parte das linhas de crédito desses bancos tem taxa de juros máxima de 12% ao ano e valor limite de imóvel fixado em R$ 300 mil. "As regras básicas não mudam. O comprador deve ficar atento a outras questões, como o prazo de financiamento, consultando várias opções", explica o consultor técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves.No Itaú, um dos bancos mais presentes no setor, a taxa de juros é maior para não-clientes. De acordo com o superintendente de Crédito Imobiliário, João Bosco Segreti, a dificuldade para a captação de recursos obriga o banco a privilegiar os clientes. Eles formam a maior parte do público que busca financiamento na instituição, segundo Segreti. O banco mantém uma central telefônica exclusiva para o crédito imobiliário, com 24 atendentes.ConsórcioDesde que a Caixa admitiu a possibilidade de abrir um consórcio para imóveis usados, esse mercado parece ter ganhado um aval do governo. De acordo com os últimos dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), em agosto deste ano foram vendidas 4.808 cotas de consórcio de imóveis no País. No mês seguinte, o total subiu para 5.492. "O fechamento das operações da Caixa foi mais um fator que contribuiu para o crescimento do setor, que já vinha apresentando alta desde o início do ano", afirma a presidente da Abac, Consuelo Amorim.

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