Dida Sampaio
Dida Sampaio

Saída da crise não acontece por um passe de mágica, diz Temer

Em cerimônia da inauguração de novo prédio do TCU, presidente disse que o Brasil ainda está em recessão e que as coisas não mudam de um mês para o outro

Erich Decat, Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2016 | 19h31

O presidente Michel Temer afirmou no início da noite desta quarta-feira, 23, que o País ainda se encontra em recessão, mas que as soluções para a saída da atual crise "não passam como num passe de mágica".

As declarações do presidente foram feitas na inauguração do novo prédio do Tribunal de Contas da União, em que funcionará escola de formação da Corte. 

"Nós estamos numa recessão. Precisamos sair da recessão. Precisamos sair para alcançar o crescimento e gerar empregos. As coisas não passam como num passe de mágica, de um mês para o outro. É preciso que haja uma conjunção de fatores", afirmou Temer. Em outro momento do discurso, o presidente ressaltou que a "paciência é um atributo daqueles que são democratas e que admitem contestação". 

Ao falar sobre a escola superior do TCU, Temer disse que a instituição ajudará na ampliação da transparência da gestão pública. 

"Nos últimos tempos está sendo necessário repetir obviedades...A transparência tem que ser concretizada. Na tese de reconstruir o futuro é imprescindível a presença do Tribunais de Contas. Mais do que nunca precisamos dessa unidade extraordinária", disse. 

Presente no evento, o ex-presidente José Sarney foi pego de surpresa ao ser chamado para também realizar um discurso. "Eu?", disse, arrancando risos de Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que estava no palco. "Eu fico honrado com essa surpresa, mas deveria ter preparado um discurso", disse Sarney, antes de iniciar a sua fala. "Me desculpe pelo vexame que estou passando por dizer palavras tão simples", finalizou. 

A inauguração também contou com a presença do presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

Custos. Conforme publicou a Coluna do Estadão, a construção do novo prédio do TCU custará R$ 103 milhões aos cofres públicos. Inicialmente, o órgão previa pagar R$ 67,8 milhões só nas obras civis. O valor final, com aditivos, alcançará R$ 88 milhões. Somam-se a essa cifra gastos em mobiliário, fiscalização e sistemas de áudio e vídeo, o que elevou a conta para R$ 103 milhões. 

O TCU informou que a nova sede de seu instituto "potencializará as ações de formação de seus auditores e também de servidores de outros órgãos, o que aperfeiçoa a gestão pública e o controle social".  

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