Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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Saída de capital de emergentes deve somar US$ 40 bi no 3º tri, aponta instituto

Se a estimativa do Instituto Internacional de Finanças (IIF), formado pelos maiores bancos do mundo, for confirmada, o terceiro trimestre de 2015 será o pior desde o quarto trimestre de 2008

Niviane Magalhães, O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2015 | 17h30

SÃO PAULO - As saídas de capital estrangeiro dos mercados emergentes no terceiro trimestre deste ano devem totalizar US$ 40 bilhões, sendo US$ 19 bilhões relacionados ao mercado acionário e US$ 21 bilhões do mercado de bônus, segundo estimativa do Instituto Internacional de Finanças (IIF), formado pelos maiores bancos do mundo. Se esse valor for confirmado, o terceiro trimestre será o pior desde o quarto trimestre de 2008, quando os mercados emergentes tiveram saídas de US$ 105 bilhões.

Os mercados emergentes sofreram com uma retirada de capital estrangeiro das carteiras pelo terceiro mês consecutivo em setembro. A retração deste mês é estimada pelo IIF em US$ 10 bilhões, sendo US$ 4 bilhões do mercado acionário e US$ 6 bilhões do mercado de bônus.

As estimativas de saída de capital do mercado acionário em julho e em agosto foram revisadas para um fluxo negativo maior, totalizando US$ 3 bilhões e US$ 12 bilhões, respectivamente. Somando as saídas de capital do mercado de bônus, os valores atingem US$ 14,2 bilhões em julho e US$ 15,5 bilhões em agosto.

De acordo com o IIF, sinais "dovish", que indicam uma postura menos rígida com a taxa de juros, do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) após a reunião de política monetária de setembro deram impulso temporário para os fluxos de carteira. No entanto, a saída menor de capital em setembro foi apenas um rebote de curta duração, destaca o instituto.

"Depois de uma breve recuperação em torno dos dois dias de reunião do FOMC em setembro, os fluxos voltaram a cair para o território negativo, liderado pela Coreia do Sul", disse o IFF em relatório.

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