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Coluna

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Saída de dólares do Brasil atinge US$ 9,3 bilhões em 2014

Resultado é melhor que o do ano anterior, quando US$ 12,2 bi deixaram o País; em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 14 bi, o maior desde quando o Brasil ainda usava câmbio fixo

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

07 de janeiro de 2015 | 12h44


Em 2014, o fluxo cambial fechou negativo em US$ 9,287 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. Mesmo com a piora vista no final do ano, o resultado é melhor do que em 2013, quando o saldo ficou negativo em US$ 12,261 bilhões. Em 2013, foi a primeira vez que o Brasil viu a quantidade de dólares que saiu do País superar a de entrada desde a crise financeira internacional de 2008.

No encerramento de 2012, o saldo ficou positivo em US$ 16,7 bilhões. Em 2011, a quantia de US$ 65,3 bilhões tinha sido a melhor desde 2007 e, em 2010, o resultado havia sido de US$ 24,3 bilhões. Em 2009, o saldo voltou a ser positivo (US$ 28,7 bilhões), depois de registrar saídas de US$ 983 milhões em 2008. 

O saldo de 2014 foi composto por saídas líquidas do setor financeiro no valor de US$ 13,424 bilhões e de ingressos líquidos de US$ 4,137 bilhões do segmento comercial.

Dezembro. O fluxo cambial total se aprofundou ainda mais no terreno negativo no fechamento de dezembro, ao encerrar o mês com saídas líquidas de US$ 14,050 bilhões. Até o dia 26, o saldo estava negativo em US$ 10,797 bilhões, conforme informou o Banco Central. O fluxo cambial negativo de dezembro é o maior para o mês da série histórica, iniciada em 1982. Até então, a quantidade de saídas mais elevadas no último mês de um ano havia sido em 2013, de US$ 8,780 bilhões.

O fluxo negativo de dezembro também é o maior desde setembro de 1998, quando ficou em US$ 18,919 bilhões e o câmbio era controlado. No ano seguinte, o Brasil adotou o regime de câmbio flutuante. 

É comum nos finais de ano haver uma ampliação de envios de lucros e dividendos de empresas instaladas no Brasil para suas matrizes no exterior. Por isso o BC forneceu leilões de linha (operações de venda com compromisso de recompra) ao longo do mês passado. Dentro do programa de leilões de swap cambial em 2015, confirmado até pelo menos o dia 31 de março, não há previsão de operações de linha dentro de uma rotina preestabelecida. O BC se comprometeu, no entanto, a atuar sempre que considerar necessário.

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