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Saída de Parente não está na pauta do governo, diz Padilha

Segundo governo, PRF vai investigar e separar possíveis infiltrados políticos nas manifestações dos caminhoneiros

Julia Lindner e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2018 | 16h14

BRASÍLIA - O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), disse nesta segunda-feira, 28, que a possibilidade de Pedro Parente deixar a presidência da Petrobrás não está nem sequer em discussão no governo. Ele disse que Parente "mostrou que está literalmente afinado" com a intenção do presidente Michel Temer de colocar a estatal entre as maiores empresas do mundo. "Para nós, Parente é um gestor eficaz e eficiente", elogiou.

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Padilha destacou que há duas semanas a Petrobrás conseguiu voltar a ter o posto de maior empresa da Bolsa em valor de mercado. Após a paralisação dos caminhoneiros, no entanto, a estatal perdeu o posto novamente para a Ambev.

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Sobre uma possível greve dos petroleiros, que ameaçam paralisação de 72h a partir de quarta-feira, Padilha disse que Parente e o governo estão dialogando e buscando um processo de "negociação responsável".

Preço. Questionado sobre como o governo fará para garantir que a redução do preço do diesel nas refinarias, negociada com os caminhoneiros, tenha reflexo na bomba de combustível, Padilha disse que o presidente Michel Temer acionou neste domingo o ministro Torquato Jardim (Justiça) para criar uma norma para que os Procons estaduais possam fiscalizar se os postos vão mesmo dar o desconto de R$ 0,46 no litro do diesel.

O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) ponderou que muitos estoques que estão nos postos foram adquiridos pelo preço anterior, mas que assim que forem reabastecidos terão que praticar com novo preço de R$ 0,46. 

Investigação. Segundo Eliseu Padilha, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai investigar e separar possíveis infiltrados políticos nas manifestações dos caminhoneiros. Líderes de entidades teriam denunciado as infiltrações para o governo, que repassou os dados para a PRF.

Segundo Padilha, o governo vai "fazer de tudo para que os infiltrados sejam separados pelas autoridades". Questionado sobre como o governo faria isso, ele disse que a PRF "fala a linguagem dos caminhoneiros, sabe as suas dificuldades, conhece as suas características e atuará com respeito".

"A PRF conhece as estradas onde trabalha, conhece quem é líder do movimento caminhoneiros e sabe das infiltrações políticas. Ela está mapeando e não quer cometer nenhuma injustiça. Com muita cautela, vai começar a separar os infiltrados."

O ministro Sergio Etchegoyen (GSI), disse que a escolta oferecida pelas forças federais aos caminhoneiros está garantindo um fluxo maior nas estradas, pois muitos estavam parados porque sofriam ameaças. Ele afirmou ainda que estão buscando caminhoneiros que "estejam se aproveitando de um momento bastante crítico para o abastecimento brasileiro".

Locaute. Os ministros evitaram falar sobre as suspeitas da prática ilegal de locaute. Na semana passada, foi anunciado que a Polícia Federal instaurou 37 inquéritos em 25 Estados para apurar se a paralisação dos funcionários teria iniciativa ou apoio das empresas.

Segundo o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo), o governo ainda tem convicção de que houve locaute e as investigações continuam, porém sem números atualizados. 

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