Saída é renegociar pagamento de dívida

Inadimplentes admitem excesso de consumo

Márcia de Chiara, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2012 | 03h08

Fazer um rodízio no pagamento dos débitos, além de pechinchar desconto e alongamento de prazos na renegociação, têm sido as estratégias usadas pelos consumidores inadimplentes para conseguir se equilibrar na corda bamba das dívidas em atraso.

"Pagamento do cheque pré-datado é prioridade", diz a securitária Eliane Cristina Santos Cursino, de 39 anos, casada e mãe de dois filhos, que na sexta-feira foi conferir qual era sua pendência no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). No caso das dívidas no cartão, a saída é efetuar o pagamento mínimo. A prioridade dada ao cheque é que, se for devolvido, a conta bancária corre o risco de ser fechada.

Eliane conta que, por causa de despesas com a reforma da casa e gastos com cartão de crédito, acabou acumulando dívidas em atraso no valor de R$ 800. A sua meta é quitar todas as dívidas até dezembro e devolver os cartões.

"Comprar em prazos longos nunca mais. No máximo, em até três vezes", diz o bombeiro Miguel Azanha, de 52 anos, casado e pai de dois filhos. Ele admite que se excedeu no consumo. Tanto é que acumula hoje uma dívida que corresponde de duas a três vezes a sua renda mensal.

"Estou fazendo acordo", diz. Para ele, com a queda de juros, ficou mais fácil fazer acertos para renegociar dívidas. A meta de Azanha é quitar todos os débitos atrasados até dezembro e devolver quatro dos cinco cartões de crédito que facilitaram o caminho para o endividamento excessivo. "Vou ficar com um cartão só e pagar 100% da fatura na data do vencimento", planeja.

Assim como Eliane e Azanha, a auxiliar de departamento pessoal Michele dos Santos de Souza, de 29 anos, casada e com um filho, acredita que vai conseguir regularizar a dívida em atraso de R$ 600 até o fim do ano, e planeja voltar às compras só em 2013.

/ M.C.

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