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Saída para a crise financeira precisa ser global, defende Lula

Presidente diz que emergentes vivem momento importante e decisões devem ser tomadas com 'cautela'

Agência Brasil,

10 de novembro de 2008 | 08h33

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar nesta segunda-feira, no programa semanal de rádio Café com o Presidente, que a saída para a crise financeira internacional precisa ser global. Lula fez a afirmação depois de reunir-se com ministros da área econômica e com presidentes de Bancos Centrais de 18 países e da União Européia durante encontro do G20 - grupo composto pelas maiores economias mundiais - realizado em São Paulo neste fim de semana.   Veja também: Saiba os assuntos que serão discutidos no G-20 De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    "Temos uma crise mundial que nasceu no coração do país que representa o maior PIB [Produto Interno Bruto] do mundo, que representa a síntese do capitalismo mundial. Foi exatamente nesse país que surgiu uma crise do sistema financeiro que pode atrapalhar o desenvolvimento e o crescimento econômico dos países emergentes. Temos que discutir porque a saída também tem que ser global", disse.   Para Lula, os países sul-americanos vivem um momento importante e as decisões devem ser tomadas "com muita cautela".   No fim de semana, o presidente também participou de reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), em Foz do Iguaçu, com governadores dos estados que fazem fronteira com o Brasil. Segundo Lula, países como Paraguai, Uruguai, Argentina e o próprio Brasil, depois de muitos anos, passaram a conhecer "um outro momento" de crescimento econômico e de geração de empregos.   "Temos que tomar uma decisão. Para enfrentar essa crise, não precisamos ficar temendo a crise. Sabemos que ela existe, sabemos que é grande, que pode ser grave, mas que estamos em condições melhores para enfrentá-la do que os países ricos, porque ainda temos um potencial extraordinário de crescimento do mercado interno. Temos a possibilidade de fortalecer ainda mais o Mercosul."    

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