Saída para crise não pode trazer prejuízo social, diz Dilma

Presidente mostrou preocupação com os impactos sociais e raciais da turbulência financeira

Agência Estado

19 de novembro de 2011 | 15h01

A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje, durante discurso de encerramento do Encontro Iberoamericano de Alto Nível, em comemoração ao Ano Internacional dos Afrodescendentes, realizado em Salvador, que a crise financeira - como ocorre hoje na Europa - pode gerar desigualdades sociais e raciais. Dilma lembrou da dependência que muitos países da América Latina têm ou tiveram do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ressaltou a importância de o Brasil, após 20 anos, ter conseguido crescer com "os próprios pés".

A única maneira de sair da crise, segunda a presidente, é adotando regras práticas que não impliquem em prejuízos sociais. Dilma comentou um dos focos de seu governo, o combate à extrema pobreza, por meio do programa Brasil sem Miséria, lançado em junho. "Aqui no Brasil a pobreza tem sua face negra, feminina e, muitas vezes, infantil", disse.

Logo após o encerramento do evento, Dilma ofereceu um almoço para as autoridades presentes, seguido de show com o ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil. A ministra da cultura do Peru, Susana Baça, também participou. Às 15h30 (horário de Brasília), Dilma tem reunião marcada com o presidente do Uruguai, José Mujica, e às 16h15 encontro com o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca. A presidente retorna para Brasília ainda hoje.

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