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Saipem terá centro de tecnologia no Brasil

Grupo italiana planeja de investir US$ 300 milhões no País para fornecer equipamentos para o pré-sal

RIO, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2012 | 03h08

Os vultuosos investimentos previstos para os campos do pré-sal colocaram o Brasil na mira da italiana Saipem. Com planos de investir até US$ 300 milhões no Brasil, o grupo anunciou ontem a construção de um centro de tecnologia e produção de equipamentos para o segmento de óleo e gás - sem revelar o montante a ser aportado. Segundo o presidente da Saipem no Brasil, Giorgio Martelli, a unidade faz parte da estratégia de crescimento com foco na necessidade das petroleiras de utilização do conteúdo local em seus projetos.

"A gente já imagina o tipo de desafio que a Petrobrás vai enfrentar e tentamos antecipar nossa capacidade de servir", afirmou. Em 2011, a estatal brasileira anunciou que pretende investir US$ 73 bilhões somente na área do pré-sal da Bacia de Santos até 2015. Atualmente, o grupo italiano já tem seis contratos com a Petrobrás para fornecimento de equipamentos para plataformas e gasodutos.

Ontem, a companhia apresentou sua estratégia de crescimento para executivos da cadeia de petróleo e gás em um evento no Hotel Copacabana Palace, no Rio. Além da parceria com a Petrobrás, a empresa já está em conversas com outras companhias, como a OGX, do empresário Eike Batista, a Shell, a BP e a BG.

Segundo ele, a nova unidade vai permitir que a Saipem possa gerenciar projetos de maior porte no país. "Achamos que precisamos desse centro para garantir prazos", disse.

Com receita na casa dos 12 bilhões, o grupo italiano é hoje um dos três maiores do mundo no segmento de engenharia e construção de produtos para a cadeia de óleo e gás. A expectativa é que o novo centro, que será construído no Guarujá, em São Paulo, esteja concluído em cerca de dois anos.

Na primeira fase, a companhia irá investir em uma base de logística de suporte á construção de dutos submarinos de gás. Já na segunda etapa, o foco será a fabricação dos equipamentos usados na operação dos dutos. A estimativa é que sejam criados 960 empregos diretos no centro de tecnologia. / M.C.

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