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Sair neste momento de uma aplicação pode ampliar perdas

Não mexa nas suas aplicações neste momento, a não ser que haja muita necessidade de caixa

Fabio Gallo, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2020 | 05h00

A pergunta que todos estão se fazendo agora é: para onde correr? Afinal, onde colocar o dinheiro na situação que estamos vivendo?

Vou insistir na resposta que tenho dado: não mexa nas suas aplicações neste momento, a não ser que haja muita necessidade de caixa. Em momentos de alta volatilidade como a que estamos vivendo, sair de uma posição pode significar ampliar as perdas. Muitos questionam se não é hora de partir para um dos portos seguros dos investimentos. Mas existe um porto seguro na atual situação? O ouro é sempre mencionado, mas o preço do metal caiu quase 13% desde 6 de março.

Pensando em renda fixa aqui no Brasil os ganhos estão minguando. Mas, há casos de ganho real, mesmo com a Selic a 3,75% ao ano. Por exemplo, LCI/LCA que pague próximo a 100% do CDI pode trazer ganho real de 0,5% em um ano. Um CDB com 116% do CDI, mesmo com imposto, traz retorno real de 0,38%. Os fundos de forma geral estão com retornos negativos. O Tesouro IPCA+ está sendo negociado de 4,05% a 4,61%, ao ano mais a variação do IPCA. As ações estão muito baratas, mas só se você tiver estômago para suportar o movimento do mercado. E não há como prever quando o mercado vai parar de apresentar essa volatilidade tão grande. 

O que são as ações chamadas de superpreferenciais?

Algumas empresas internacionais e, mais recentemente, empresas nacionais, estão lançando ações preferenciais com super direitos econômicos sobre o que usualmente é oferecido, como ter maiores dividendos. Apesar de não dar direito a voto, ela permite, que um grupo possa ser o dono “econômico” de uma empresa, mas permitindo que um líder dite os rumos da empresa, um “capo” dono do negócio. Por outro lado, há também as ações chamadas de superordinárias que são aquelas com voto plural.

Em outros termos, são papéis com direito a mais de um voto por ação. Este tipo de ação é vetado no Brasil, mas é prática possível no Estados Unidos. O movimento na direção da criação tanto das ações superpreferenciais quanto das superordinárias encontra barreiras e sofre criticas das instituições ligadas a governança corporativa. 

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