Salão marca retomada do mercado

O anúncio dos acordos fechados pela Embraer no Salão Aeronáutico de Farnborough, no Reino Unido, posiciona a empresa de São José dos Campos logo atrás da Boeing e da Airbus, que no final da semana passada haviam anunciado vendas bilionárias.

Andrei Netto, CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2010 | 00h00

A norte-americana confirmou contratos de 40 aviões 737-800, ao custo de US$ 3 bilhões, e de outras 30 aeronaves 777, no valor de US$ 9,1 bilhões. Ontem, a Royal Jordanian encomendou, ao custo estimado de US$ 500 milhões, três 787 Dreamliner, o projeto que virou a vedete da feira do Reino Unido.

Já a europeia Airbus anunciou contratos que preveem a construção de 51 unidades do A-320, por US$ 3,5 bilhões, e de 11 A330-300, com preço de catálogo de US$ 2,3 bilhões - um total US$ 5,8 bilhões.

Mas companhias regionais, como a franco-italiana ATR, também vão movimentar suas linhas de montagem nos próximos meses. Do primeiro semestre até o salão, a companhia firmou contratos para a produção de 72 aviões, entre encomendas firmes e opções. A companhia brasileira Azul é uma das empresas que anunciaram a compra de aeronaves da ATR durante o evento - 40 no total, num negócio estimado em cerca de US$ 850 milhões.

O salão de Farnborough vem sendo celebrado pelas fabricantes aeronáuticas como a feira da retomada do mercado mundial de aviação.

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