Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

'Salário caiu, mas estava precisando e peguei o que apareceu'

André dos Santos conseguiu uma vaga temporária por 90 dias

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2017 | 05h00

Desde janeiro parado, André dos Santos, de 39 anos, conseguiu uma vaga temporária, por três meses, numa indústria de autopeças. Ele começou no trabalho no dia 13 de setembro, num processo seletivo que durou menos de duas semanas. Antes, ele pleiteava uma vaga efetiva e havia deixado o currículo num site de emprego por três meses, mas só foi chamado para uma entrevista.

Santos conta que a indústria de autopeças na qual trabalha teve um aumento de pedidos e precisou contratar temporários para ampliar a produção.

Para a vaga de operador de máquinas, ele vai ganhar cerca de R$ 1,9 mil por mês, um salário bem menor do que obtido nos seus últimos três empregos, onde ocupou a vaga de líder de produção. Nesse cargo, chegou a receber R$ 3 mil, depois o salário recuou para R$ 2,8 mil no emprego seguinte e R$ 2 mil no outro. “Meu salário diminuiu, mas estava precisando e o que apareceu eu peguei.”

A decisão de Santos de aceitar ganhar menos foi captada pelo portal de carreiras Vagas.com.br que mostra que, neste ano, os temporários estão dispostos a receber R$ 1.445 por mês, ante R$ 1.620 no ano passado.

Apesar do salário menor, o operador de máquinas está animado com a vaga temporária. “Se eu desempenhar bem, quem sabe eles não me efetivam ou prorrogam o meu contrato?” Santos acredita que a tendência das empresas é usar cada vez mais terceirizados. 

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