Salário de admissão tem alta real de 22,36% no governo Lula

Segundo dados do Caged, apenas no 1º semestre deste ano, o crescimento foi de 3,9%, já descontada a inflação

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

14 de agosto de 2008 | 18h29

O salário médio de admissão no Brasil cresceu 22,36% desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, já descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A informação consta de levantamento do Ministério do Trabalho sobre o assunto com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgada nesta quinta-feira, 14, pelo ministro do Trabalho,Carlos Lupi. Apenas no primeiro semestre deste ano, o crescimento real foi de 3,9%, passando de R$ 669,96 para R$ 696,10.   Lupi citou como causas para a alta do salário real de admissão o aumento do salário mínimo e a necessidade de contratação pelas empresas devido ao aquecimento da economia, com expansão da produção, de vendas, de investimento e de emprego. "É um círculo virtuoso", afirmou. O ministro comentou que em alguns setores está faltando mão-de-obra. "Na construção civil, por exemplo, não tem mais mestre de obra, não tem mais engenheiro. Então, as empresas oferecem salários maiores", afirmou.   O levantamento do Ministério com dados do Caged mostra comparações por unidades da federação, setores profissionais, sexo e grau de instrução. "Isso aqui prova que todas as faixas salariais, de todos os setores, de todos os gêneros, de todo o Brasil estão tendo aumento real de salário de admissão", disse o ministro. Os funcionários públicos, no entanto, tiveram redução. Segundo Lupi, o motivo, nesse caso é que no ano passado houve mais contratações no setor público de concursados em categorias de nível superior e este ano o foco está nos funcionários de nível médio, com salários menores.   Apenas três unidades da federação mostram salários iniciais médios acima da média nacional: São Paulo, com R$ 818,09; Rio de Janeiro, com R$ 792,60; e Distrito Federal, com R$ 762,50. As demais 24 unidades da federação estão com salários abaixo da média, sendo o menor valor o do Piauí, que é de R$ 499. Os setores onde estão os maiores salários médios iniciais são serviços de instituições de crédito e capitalização, com R$ 1.6438,45; indústria extrativa mineral, com R$ 1.076,89 e indústria de material de transporte, com R$ 1.065,92.   Os homens ganham mais que as mulheres na média dos salário iniciais nacionais. A média de valor para os homens, neste caso, é de R$ 723,66, e para as mulheres, é de R$ 640,96. A região com maior aumento no ganho real no primeiro semestre de 2008 em relação ao mesmo período do ano passado é o Nordeste, com 4,64%, enquanto no Sul foi captado o menor crescimento, de 2,81%.   Emprego   O ministro voltou a dizer que acredita que este ano o número de empregos gerados a mais que os destruídos chegará a dois milhões. Ele lembrou que de janeiro a julho foram gerados 1,35 milhão de empregos em termos líquidos.   Lupi reforçou que a geração de emprego, somada à alta real dos salários influi para a expansão do consumo, que, por sua vez, realimenta o emprego e a renda. De acordo com ele, a demanda vai continuar crescendo e isso é positivo. Não vê problemas com inflação.   "O que estou vendo no mercado é queda de preços agrícolas, queda de preços de petróleo, é inflação caindo", disse. "Só há inflação quando falta produto e não falta produto no Brasil", afirmou.

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